As Mentoras são mulheres voluntárias que possuem experiência na vida pública e política - Assembleia da República, Parlamento Europeu, associações, partidos, sindicatos, serviços administrativos e organizações não governamentais (ONG's) - e que aceitam investir tempo na transmissão dos seus saberes e experiência a jovens mulheres.

As Mentoras deverão ser facilitadoras, conselheiras e fontes de informação. Deverão ainda ser sensíveis às questões da igualdade de género e aceitar a filosofia do Projecto e da RPJIOMH.

As Mentoras deverão ser empáticas, flexíveis e abertas. Deverão estar atentas às problemáticas associadas à faixa etária das jovens do projecto, possuir maturidade para aceitar a diversidade de pontos de vista e para estabelecer uma relação baseada na responsabilidade e respeito mútuo mesmo quando não concordem com as escolhas das jovens Mentoradas.

O que espera a RPJIOMH da participação da Mentora no projecto?

Para além das acções referidas em idêntica epígrafe no capítulo relativo às Mentoradas, (encontros com a periodicidade de 4 a 6 semanas, contactos telefónicos e por e-mail, participação em 3 seminários intercalares acerca das questões de género) a Mentora deverá procurar criar oportunidades para que a Mentorada possa ficar com uma ideia da sua vida diária (ex.: levar a Mentorada a assistir a uma sessão da Assembleia da República ou a uma reunião da ONG). As mentoras deverão ainda estar disponíveis para participar em sessões públicas de esclarecimento ou divulgação do projecto.

A mentora transmite a sua experiência à Mentorada permitindo-lhe aperceber-se do seu trabalho assim como do seu percurso pessoal e profissional. Pretende-se que a Mentorada adquiram uma perspectiva realista da vida da mentora de forma a poder efectuar opções conscientes e informadas.

A mentora prepara o terreno para a Mentorada estabelecendo contactos. Poderá apresentar a Mentorada a pessoas que partilham os seus interesses e encorajá-la a utilizar estas novas relações. Se a Mentora não reunir condições para ajudar a Mentorada no seu percurso poderá facilitar os contactos com as pessoas apropriadas.

A Mentora é a treinadora pessoal da Mentorada, guiando-a no seu envolvimento público. Para o fazer tem que conhecer as necessidades, expectativas e interesses da jovem com quem trabalha. Deverá estar ao seu lado para resolver problemas e conflitos e para tomar decisões difíceis. Deverá ajudar a jovem a ver oportunidades e soluções nos problemas, equilibrando uma visão realista do problema com o optimismo necessário à sua resolução.

A Mentora guia a Mentorada no processo de aproximação aos temas e noções de ordem política e ajuda-a através de conselhos práticos (ex.: como elaborar um comunicado de imprensa, como efectuar um processo de candidatura importante, como escrever uma carta a um membro do Governo, como preparar uma reunião com uma instituição pública, etc...). A Mentora deverá transmitir os conhecimentos e a confiança em si própria para que a Mentorada consiga atingir os seus objectivos.

A Mentora ajuda a identificar os aspectos positivos e menos positivos e encoraja-a a utilizar as suas competências e a desenvolver-se. Trabalha com a Mentorada na prossecução de objectivos que ela estabeleceu para o ano de mentoring, apoiando-a na construção do seu projecto de vida.

Durante a participação no projecto, a Mentora compromete-se a prestar esclarecimentos acerca da sua experiência às/aos responsáveis pelo projecto, aos seus pares e, se necessário, aos média. Deverá ainda estar disponível para colaborar no processo de avaliação do projecto através da resposta a questionários.

O que é que o ano de mentoring poderá trazer à Mentora?

- Beneficiar dos conhecimentos e da experiência da Mentorada.

- Receber novos inputs para o seu próprio trabalho.

- Enriquecer-se pelo questionamento das suas próprias competências e métodos de trabalho.

- Enriquecer-se pelo questionamento das próprias competências sociais e possibilidade de desenvolvimento posterior.

- Alargar a sua rede de relações.

Organização da relação a duas

A relação de uma-para-uma é fundamental para o mentoring. A existência de contactos físicos com a Mentora revela-se mais proveitosa para a Mentorada pelo que o projecto considera fundamental a existência de, no máximo, 12 encontros entre Mentora e Mentorada.

Estes encontros deverão distanciar-se uns dos outros entre 4-6 semanas. A forma como os encontros se desenrolam depende dos pares mas com a orientação e acompanhamento regular da coordenação do projecto.

É ainda possível e recomendável que os pares se correspondam via e-mail ou realizem contactos telefónicos.

Mentoras e Mentoradas deverão ainda participar em encontros, seminários ou actividades dinamizadas pelo projecto ou outras instituições no caso das últimas.

Podemos referir que o mentoring poderá revestir-se de diferentes formas mas a existência de trocas regulares é fundamental para a obtenção de bons resultados.

Acompanhamento

Para além dos encontros entre pares, o projecto prevê um programa de enquadramento. As Mentoradas deverão participar, de 3 em 3 meses, em acções de sensibilização relativamente às questões de género. Tanto as Mentoras como as Mentoradas deverão participar nos 3 seminários organizados pelo projecto.

As Mentoradas deverão ainda participar em actividades paralelas organizadas pelo projecto que lhes permitam o aprofundamento dos conhecimentos acerca da Igualdade de Género.

Quem são as mentoras neste programa?

Alice Frade
Responsável pelo Departamento de Cooperação e Desenvolvimento da Associação para o Planeamento da Família.

Ana Coucello
Presidente da Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres. Ex-vice-presidente do Lobby Europeu de Mulheres e ex-presidente da Associação de Mulheres da Europa Meridional (AFEM). Co-fundadora da Aliança para a Democracia Paritária.

Ana Maria Braga da Cruz
Jurista; ex-presidente da CIDM.

Ana Sofia Ferreira
Gestora; assessora do Ministro da Saúde.

Ana Vicente
Ex-presidente da CIDM; investigadora em questões de género.

Carla Mouro
Presidente do Conselho Nacional da Juventude.

Elisabete Brasil
Presidente da União de Mulheres Alternativa e Resposta; Jurista; especialista em questões de violência doméstica.

Euníce Neves
Fundadora da Agência para a Vida Local, adjunta do Presidente da Câmara Municipal de Valongo, ex-presidente concelhia JSD Porto, presidente da comissão política PSD Ermesinde.

Helena Costa Araújo
Professora Associada da FPCE UP; Presidente Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres.

Helena Pinto
Fundadora da União de Mulheres Alternativa e Resposta, Deputada na Assembleia da República pelo Bloco de Esquerda; co-fundadora Bloco de Esquerda e Associação Olho Vivo.

Heloísa Apolónia
Jurista; deputada na Assembleia da República pelo partido Os Verdes.

Ilda Figueiredo
Euro-deputada pelo PCP; ex-deputada na Assembleia da República pelo PCP.

Isabel Cruz
Vice-presidente Associação Portuguesa Mulheres e Desporto; activista dos direitos das mulheres.

Isabel Romão
Presidente do Comité Director para a Igualdade entre Mulheres e Homens do Conselho da Europa.

Isabel Santos
Deputada na Assembleia da República pelo PS.

Luísa Salgueiro
Deputada na AR pelo PS; vereadora na Câmara Municipal de Matosinhos.

Manuela Massena
Jurista; ex-Delegada Regional do Norte da CIDM; ex-chefe de gabinete do Ministro da Administração Interna.

Margarida Santos
Membro do GRAAL; especialista no desenvolvimento de projectos na área da Conciliação entre a Vida Profissional e Vida Pessoal.

Maria de Belém Roseira
Jurista; deputada na Assembleia da República pelo PS; ex-ministra da Igualdade e ex-ministra da Saúde.

Maria do Céu Cunha Rego
Ex-Secretária de Estado da Igualdade Jurista na área da igualdade de género; ex-presidente da CITE.

Maria do Rosário Carneiro
Deputada na AR pelo PS; professora universitária.

Regina Tavares da Silva
Membro do Comité das Nações Unidas para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres (CEDAW). Membro do Comité Consultivo da Convenção Quadro para a Protecção de Minorias Nacionais do Conselho da Europa.

Sónia Fertuzinhos
Deputada na Assembleia da República pelo PS.

Sónia Sanfona
Jurista; Deputada na Assembleia da República pelo PS.

Teresa Caeiro
Jurista; deputada pelo PP na AR; ex-Governadora Civil de Lisboa.

Teresa Oleiro
Chefe de gabinete do Ministro da Saúde; membro do gabinete do ex-Ministério da Igualdade.

Teresa Rosmaninho
Psicóloga; especialista em questões de violência doméstica.

Teresinha Tavares
Membro GRAAL; especialista em pedagogia de conscientização e educação de adultos; vasta experiência ao nível da intervenção em países da América Latina e África.