ENJ – Nós fomos!

O 11º Encontro Nacional de Juventude realizou-se em Braga, nas instalações da Universidade do Minho, nos dias 22, 23 e 24 de Maio.

Contou com a participação de 300 jovens, provenientes de todas as zonas do país, alguns e algumas d@s quais membros das mais variadas associações juvenis… e nós, REDE,estivemos lá!

O lema que conduziu este ENJ, “Acção para a transformação: o futuro está nas tuas mãos”, inspirou os 9 grupos de trabalho constituídos pel@s participantes e pel@s facilitador@s, a reflectir e a discutir diversos temas, contextualizando-@s no plano nacional e europeu.

Durante o fim-de-semana, @s jovens participaram activamente e contribuíram para a definição das políticas de juventude, sob a orientação de um excelente grupo de facilitador@s.

Durante este ENJ, realizaram-se ainda conferências e debates que permitiram a discussão aberta de temas pertinentes e actuais, como por exemplo, a questão da Lei da Paridade.

A REDE esteve activa em várias frentes: nos grupos de trabalho contou com duas facilitadoras, a Dídia Duarte, no grupo de trabalho “Educação Formal” e a Danielle Capella no grupo de trabalho “Combate à discriminação, diversidade, inclusão e igualdade de género”; como participantes, a Marta Costa integrou o grupo “Associativismo juvenil e participação”, a Ana Barreto e a Catarina Correia o grupo “Combate à discriminação, diversidade, inclusão e igualdade de género” e a Patrícia São João o grupo “Educação Não Formal”.

A REDE integrou ainda a Feira Associativa, onde houve a possibilidade de divulgar o trabalho desenvolvido e contactar com vári@s jovens e outras entidades.

No âmbito da Campanha 50/50, promovida pelo Lobby Europeu das Mulheres e implementado em Portugal pela Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres, da qual a REDE é organização membro e com a qual a REDE está a colaborar, foram recolhidas 204 assinaturas de apoio durante o ENJ.

Venha o próximo! ;)

“O XI ENJ foi, sem dúvida, um rico e desafiador espaço de reflexão e convívio! Na presença de quase 50 jovens no Grupo de Trabalho “Combate à Discriminação, Diversidade, Inclusão e Igualdade de Género”, fui incumbida – juntamente com o João Pereira – de facilitar o debate e conduzir o grupo no processo de elaboração de propostas a nível nacional e europeu. Foi difícil facilitar! A discussão dos temas relacionados à discriminação mobilizou a tod@s, gerando grandes discussões e algumas controvérsias, mas também um grande consenso: É preciso encarar de frente as questões da discriminação… com coragem, respeito ao próximo e HUMANIDADE. Que venha o próximo ENJ!” Danielle Capella

“Em minha opinião, o 11.º ENJ foi um desafio à reflexão e à humanidade de cada um dos trezentos jovens que estiveram presentes no Encontro! Reflectimos, discutimos, debatemos e cada um/a a seu modo desconstruiu alguns dos estereótipos e preconceitos que em si ainda vigoravam como assentes. Por pertencer ao Grupo de Trabalho Combate à Discriminação, Diversidade e Igualdade de Género, as diversas posições na diversidade que encontrámos foi desde logo um ponto a favor e desconstrutor da normalidade das nossas vidas: homens e mulheres, jovens e adultos, feministas e não feministas, jovens de associações de bairro pela inclusão e jovens sem qualquer afinidade a esse tipo de prática social, pessoas de culturas distintas. Diversidade. Pontos de vista que são sempre a vista de um ponto!
Ao final do encontro, todos e todas nós, chegámos ao consenso de que a riqueza da diversidade só será partilhada como valor quando tivermos a humanidade de reconhecermos em cada um e em cada uma de nós o rosto de um ser humano que devemos inteiramente respeitar. Liberdade, Igualdade, Diálogo e Respeito activo foram, portanto, as nossas maiores apostas e o desafio que nos espera se queremos de verdade inaugurar uma socidedade melhor, com jovens melhores consigo próprios/as e com os outros/as.”
Ana Barreto

“Ao princípio, estava reticente, pois nunca tinha participado em algo do género, logo não sabia o que esperar. Ainda por cima, até tinha outros planos para esse fim-de-semana, o que contribuiu ainda mais para a minha decisão, pensei: e se for ao 11º ENJ e depois me arrepender? Mas também, como posso saber se não for? Provavelmente, perderia uma boa oportunidade para mim…
Pois bem, não podia ter tomado melhor decisão! E desde já, um obrigada a quem insistiu comigo. Foi, sem sombra de dúvidas, dos melhores fins-de-semana da minha vida. Adorei o encontro; as pessoas, o convívio, os grupos de trabalho, em especial, o meu (combate à discriminação, inclusão social e igualdade de género), os facilitadores (e viva ao João e à Danielle!), os debates, o campus da UM, o contacto com várias experiências de vida, os novos saberes adquiridos e tudo, tudo, tudo!
Abri horizontes e regressei com uma perspectiva das coisas (ainda mais) diferente. Voltei com uma renovada vontade de lutar por aquilo em que, pessoalmente, acredito, e pelo ser humano, mais do que pela mulher ou homem, negr@ ou caucasian@, pelo ser humano. A principal ideia que ficou foi a de que podemos realmente fazer algo mais, basta dar o primeiro passo, o resto vem com o hábito.
Por fim, mas não menos importante, ganhei também outro grande tesouro, novos amigos do norte a sul de Portugal, até de fora, amizades que espero manter e consolidar. É incrível como estabelecemos algumas ligações tão próximas em três dias… Talvez porque todos fomos para lá com o mesmo propósito, o de darmos mais de nós. No final, senti-me revigorada, preenchida, útil. Poderá haver quem pense ser um exagero, não sei, mas foi assim que me senti.
No próximo, lá estarei com certeza! Afinal, durante três dias vivi num mundo melhor, e irei certamente passar a minha experiência para o mundo extra 11º ENJ, que no fim de contas, não é mais do que uma realidade entre outras. E isso é que é espectacular, o facto de ser real, possível.
Parabéns à organização do 11º ENJ! Continuação do bom trabalho.”
Catarina Correia

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