Debate “Referendo do Aborto”
10 / 12 / 2006 – 12:03 amNo próximo dia 11/12/06, pelas 16h30, vai-se realizar na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (Anfiteatro A1 - Química), o debate Referendo do Aborto.
Os argumentos do SIM estarão a cargo do Dr. Bruno Maia (Movimento Médicos pela Escolha). Os argumentos do NÃO estarão a cargo do Dr. João Paulo Malta (Associação dos Médicos Católicos Portugueses).
Participa!!!
88 Responses to “Debate “Referendo do Aborto””
A questão do aborto é sem dúvida uma questão delicada, não somente por questões morais ou religiosas, mas sim porque estaremos a tomar uma decisão em nome de um ser que aparentemente ainda não tem “voto na matéria”.
Quando pensamos nas razões que poderão levar uma mulher a querer abortar, lembramo-nos de violação, deficiência, risco de vida para a mãe, ou então até mesmo a dificuldade em encarar outros pelo gestação não desejada.
A nossa legislação já permite a realização de abortos para os casos de violação e deficiência. O que está em causa é dar o pleno e total direito à mulher de decidir se deseja ou não ter o ser recentemente gerado em seu útero.
Reflectindo sobre esta questão, pergunto-me “E então o direito que a criança recentemente gerada tem, de viver?”. Não terá ela o direito à vida?
Condenamos determinantemente mães que são negligentes, que abusam de seus filhos, pondo em risco a vida dos mesmos, mas queremos aceitar que uma mãe escolha matar o seu filho porque simplesmente não o deseja.
Pensemos o seguinte.
O feto é gerado e com cerca de 6 semanas de gestação, já é possível ouvir os seus batimentos cardíacos. Por tal, podemos afirmar que existe vida. Pode-nos não ser possível ver o ser, tocá-lo ou mesmo sentir seu calor. Mas ele está lá tão vivo quanto a mãe que o carrega.
Pergunto-me agora…
O que torna esta mãe diferente daqueles loucos que entram pelas escolas e matam adolescentes?
Será o facto destes terem cédula e bilhete de identidade, e o pobre ser que ainda não viu a luz do dia, continuar no oculto?
Perante esta linha de pensamento só me resta dizer que, estar a dar o direito de abortar livremente, é estar a dizer sim ao homícidio.
Homicídio é um crime previsto no art. 121 do Código Penal, e refere-se ao acto pelo qual um indivíduo tira a vida de outrem.
Ainda bem que a tua mãe não te considerou um ser indesejado.
Em vez de lutarmos pelo direito de decidir sobre a vida de alguém… Lutemos antes pela instituição de políticas que apoie estas mães, que afirmam carregarem filhos não desejados.
Eu não sou contra a escolha, mas sim a favor do direito à VIDA!
By Míriam on Jan 2, 2007
Nunca estive grávida e por isso mesmo nunca fiz um aborto. Considero que a comparação de um aborto com um homicídio completamente disparatada. Assim como a analogia de uma mãe que maltrata uma criança. Concordo que cada pessoa é responsável pelos seus actos Mas o caso é que a mulher fica responsável por mais do que um indivíduo. E quem somos nos para criticar e juizar sobre uma vida que não é a nossa? Sabe-se lá o que as mulheres que já fieram um aborto passaram?
Eu sou a favor da despenalização. Não pelo facto de ser a favor ou contra a vida. Mesmos os cientistas não são unânimes sobre quando é que se dever considerar a existência do feto, da vida. Para mim a questão é só uma. A mulher deve ter pena liberdade para decidir o que se passa com o seu próprio corpo. Porque a vida á muitas voltas e que tem telhados de vidro que atire a primeira pedra.
By mmrac on Jan 3, 2007
Concordo completamente mmrac!
By Marta Costa on Jan 3, 2007
Uma mulher que interrompe voluntariamente uma gravidez está a negar o direito à vida de um ser que já foi gerado e que não se pode defender? Então e se essa mulher nem sequer fôr para a cama com o marido ou companheiro para gerar o embrião, não estará também a negar-lhe o direito de viver? Ela é criminosa só porque decidiu não ter a criança depois de gerar o embrião e não antes? Nessa lógica, todas ou quase todas as portuguesas são criminosas, pois ficam-se, no máximo, pelos 2, 3 filhos e não têm 10, 20, 30 filhos até vir a menopausa. Abortar ou , simplesmente, nem sequer permitir que um óvulo seja fecundado acaba por ser a mesma coisa. Só não é se a interrupção da gravidez fôr feita depois das __ semanas… As senhoras que pensam que abortar é indefensável, assim que terminarem uma gravidez, devem engravidar logo a seguir para não negarem o direito à vida das crianças que não nascerão caso não o façam. Assim, sim, estarão a ser coerentes.
By Luís Neto on Jan 3, 2007
Cara Miriam,
O feto é vida, tem direitos! E a mulher? É ela uma incubadora ambulante?
Não tem direitos? Não é vida?
Não tem direito a escolher o que pensa ser melhor para si?
Quem é contra o aborto tem sempre a opção de não o praticar. Deixem as mulheres decidirem sobre a sua vida!
By joão lopes on Jan 4, 2007
Em resposta a João Lopes e mmrac said:
Têm toda a razão ao dizerem que as mulheres devem decidir sobre a sua vida… mas não é isto que está em causa… o que está em causa é a vida de outra pessoa… pelo que a liberdade da mãe (ou de qualquer outra pessoa) acaba quando ultrapassa a sua fronteira e transgride a fronteira de outra pessoa, que neste caso teve a infelicidade de estar dentro de uma barriga de uma mulher que, por acaso é sua mãe, que quer acabar com a vida do novo ser… para mim, é igual a pegar numa arma qualquer e matar outro ser. Vejam o que se passa com o feto nas 10 primeiras semanas de vida em: http://abortonaovidasim.blogs.sapo.pt/
Já agora… quando uma mulher está grávida… é porque existe um pai… este também tem de ter uma palavra a dizer, pois na verdade, e também do seu filho que se trata, caso contrário, o referendo seria apenas para as mulheres… não é o caso pois não?
By Helder bernardo on Jan 4, 2007
Sr. Luís Neto, não concordo com o que diz, nem quando fala em lógica, nem quando fala em coerência… logo aqui o sr. não está a ser coerente, se não, veja: “Ela é criminosa só porque decidiu não ter a criança depois de gerar o embrião e não antes? ”
Diga-me, como pode ela ser criminosa sem ter morto ninguém, afinal, antes da concepção existe o nada! Logo, como pode ser uma pessoa culpável por algo que não fez? Essa é para rir. Então se ela não ter relações sexuais com quem quer que seja, ela está a negar o direito à vida a alguém? Quando muito está a negar momentos de prazer… por essa ordem de ideias, qualquer pessoa que decida ser virgem para sempre, está a cometer um atentado ao direito da vida de uma pessoa qualquer, quiça de uma comunidade. Essa é para rir.
Diz ainda que acaba por ser a mesma coisa abortar e não deixar que ocorra a fecundação do óvulo… mais uma incoerência, pois não permitir a fecundação do óvulo, não significa matar alguém, pois esse alguém ainda não existe.
O ponto é só este: Não temos o direito de interromper (matar) a vida de ninguém, ainda que esse alguém esteja dentro de uma barriga.
By Helder bernardo on Jan 4, 2007
“Então se ela não ter relações sexuais com quem quer que seja, ela está a negar o direito à vida a alguém? Quando muito está a negar momentos de prazer… ”
Talvez não tenha sido claro.
Quero dizer que não há mal nenhum no caso de uma pessoa não querer gerar uma vida, pois isso é completamente diferente de quando a vida tenha sido já gerada e depois, então, destruída.
By Helder bernardo on Jan 4, 2007
Caro Hélder,
Quando fala da VIDA em relação a um embrião com 10 semanas estáa partir do princípio que existe apenas uma resposta única a esta questão. No entanto, ela reveste-se de uma dimensão filosófica. O conceito e o momento do
início da vida não é susceptível de respostas únicas. Como certamente saberá, quer em termos científicos quer em termos religiosos não existe unanimidade quanto ao momento do início da vida, pelo que não é correcto afirmar categoricamente a existência de uma vida humana quando não existem dados que o comprovam cientificamente. Em termos jurídicos, a legislação penal sempre assumiu uma apreciação em termos diferentes da vida intra-uterina, distinguindo claramente da valoração que dá à vida humana. A actual legislação sobre o crime de aborto e sobre os casos de não punição procede também a essa distinção, identificando diferentes consequências para diferentes números de semanas de gravidez nos casos de violação ou de grave perigo para a saúde da mulher, por exemplo.
Assim sendo, e considerando que cada pessoa tem uma concepção pessoal acerca deste tema que deve pesar na forma como conforma a sua actuação e como toma as suas decisões, o Estado não deve tomar posição na lei penal numa matéria desta natureza, e não deve impor a concepção de alguns/mas aos/às demais.
By MS on Jan 5, 2007
Parabés Míriam por ser a primeira pessoas que eu leio (ou ouço) que teve a coragem para dizer que estar a dar o direito de abortar livremente, é estar a dizer sim ao homícidio. Finalmente alguém que defende o “Não” é coerente na sua argumentação. Só queria dizer que a senhora é uma fundamentalista perigosa por proferir tamanhas enormidades e se eu tivesse filhos não a queria a menos de 100 Km deles.
Helder bernardo, o que está em causa não é a vida de outra pessoa, é a vida das mulheres que vão parar à prisão. Isso é que está em causa. Quem o lê até parece que o aborto é proibido em Portugal. Olhe que existem algumas ocasiões em que se pode abortar, veja lá se não quer proibir isso também.
Além disso não são os homens que vão para a prisão.
Aposto que também é contra os métodos contraceptivos.
By Jean on Jan 5, 2007
Hà 45 anos que nasci com uma deficiência fisica.
Hà 45 anos que sofro com o olhar dos outros.
Não me pediram para nascer.
Se me tivessem pedido, eu diria: NÃO OBRIGADO
By Joaquim on Jan 5, 2007
Caros leitores não tenho muito a dizer. Queria que vereficassem o site: http://www.uitt.com/abort-pics/ e se forem Humanos pensarão como eu e dirão NÃO ao Aborto.
By Marisa Santos on Jan 12, 2007
Desculpem enganei-me a esrever o site. O site correcto é: http://www.mttu.com/abort-pics/ .
By Marisa Santos on Jan 12, 2007
“Joaquim said,
January 5, 2007 @ 7:08 am
Hà 45 anos que nasci com uma deficiência fisica.
Hà 45 anos que sofro com o olhar dos outros.
Não me pediram para nascer.
Se me tivessem pedido, eu diria: NÃO OBRIGADO”
Caro Joaquim,
De facto, não será fácil aceitar a sua situação, mas o facto é que o senhor não é menos ser humano ou pessoa por ser portador de deficiência.
Mas, neste caso, não seria possível pedir-lhe opinião enquanto nascituro, pois não? Alguém (seus pais) é que decidiram, como obviamente tinha de ser.
Também perceberá que há 45 anos os meiso de diagnóstico precoce não eram os de hoje. Hoje em dia, detectada uma mal-formação é possível (e legal) interromper uma gravidez na condição de mal-formação do feto.
O caso não se coloca na interrupção de uma gravidez por motivos clínicos, mas tão somente o facto de have rmulheres que se acham no direito, puro e simples, de abortar só porque lhes apetece, e não pro razões de saúde (sua ou do feto).
By William Of Baskerville on Jan 14, 2007
Caro William Of Baskerville, interessante como os argumentos que pugnam pela vida humana nuns casos não se aplicam noutros. Interessante perceber que a capacidade e possibilidade de decisão é valorizada numas situações mas não noutras.
Interessante ainda perceber que acha “haver mulheres que se acham no direito, puro e simples, de abortar só porque lhes apetece”. Ao seu comentário parece estar subjacente uma concepção das mulheres que fala por si mesma! Mas acha seriamente que alguma mulher faz um aborto como quem vai tomar um refresco? Um decisão deste nível implica certamente uma enorme ponderação, sofrimento e dúvida. E os estudos existentes mostram-nos que a taxa de reincidência é muito, muito baixa. Se fosse verdade que o aborto é efectuado “como quem dá cá aquela palha” certamente que as estatísticas mostrariam números muito diferentes.
By Marta Costa on Jan 15, 2007
Miriam, como muito bem sabe, as imagens presentes no site indicado não se referem a embriões com 10 semanas ou menos…
By MS on Jan 15, 2007
Eu sou a favor do não, porque sou a favor da prevenção é verdade que não existe nenhum contraceptivo 100% fiável, mas mesmo assim, não se justifica o aborto, haverá pessoas que diram “depois a criança é maltratada porque não foi desejada”, há uma solução simples para isso e mais benefica para todas as partes, haver um acordo entre hospitais, maternidades e organizações de adopção. O que quero dizer com isto é, quando uma mulher for a ter um filho poderá optar logo se quer dar o bébé para adopção ou não, isto implica que haja menos burocracia nas questão das adopções, e em seguida, após o nascimento e a verificação das condições do casal adoptivo, o bébé logo após ter nascido ficará ao cargo de um casal que queira ter filhos e pode cuidar deles. Mesmo que a mãe talvez um dia procure o filho e queira voltar a ser mãe dessa criança, isso ficaria para os tribunais decidir. Ainda a poucos dias deu uma reportagem na sic em que diziam que o número de pessoas inferteis está a aumentar, acho que seria uma boa solução, em vez do aborto.
A minha opinião está um pouco longa, mas só para terminar e fazendo uma analise um pouco fria, se os impostos que pagamos hoje são para pagar as reformas daqui a 2 talvez 3 anos, o número de filhos por casal está a diminuir, como disse antes o numero de inferteis está a aumentar, acho que a solução que apresentei seria mais barata ao estado e teriamos mais gente a pagar imposto e portanto as reformas dos nossos jovens.
Desculpem o testamento.
Cumps
By Hl on Jan 16, 2007
Nunca ouvi tantas vozes erguerem-se a propósito dos nossos impostos como agora!
Ainda hoje saiu a notícia de q metade dos portugueses perderam poder de compra em 2006, o q vem acontecendo há uma série de anos, e nem por isso surgem vozes de descontentamento pela situação miserável que os portugueses têm pela frente! Isto para dizer q este argumento do Não é o mais falacioso q tenho ouvido..
Sou pela despenalização do aborto e acredito que só esta medida acompanhada da efectiva implementação da educação sexual, da divulgação do planeamento familiar (que muito boa gente, devidamente formada, nem sabe onde pode encontrar) e pela existência de medidas sociais que protejam a maternidade/paternidade daqueles que o querem/podem ser.
By Vânia on Jan 16, 2007
A Vânia está a falar a sério?? Ainda na passagem de ano houve muita gente a contestar os aumentos de imposto sobre pão, transportes, gasolina, etc…
Já agora votar no sim, pelo que sei não vai fazer com que a educação sexual seja imposta nas escolas, que haja um planeamento familiar e que as tais medidas sociais sejam implementadas.Eu prefiro que estas medidas sejam implementadas antes de votar sim no aborto, porque à pouco tempo num jornal foi feito um inquérito a jovens universitários sobre a SIDA, no qual perguntavam quantos usam preservativo, perto de 50% disseram que não, o que quero dizer é que se deve intruir 1º aos nossos jovens a responsabilidade de usar o preservativo nas relações sexuais ( refiro-me a este pois é o mais eficaz de todos os contraceptivos) e isto deve ser feito antes de iniciarem a actividade sexual.
By Carlos Sousa on Jan 17, 2007
HI, como sabe, a questão da adopção não resolve o problema do aborto clandestino. De facto, pelos motivos mais diversos, dar uma criança para adopção logo após o seu nascimento pode não ser uma opção.
Carlos Sousa, ter acesso a todas as informações necessárias para ter uma vida sexual plena bem como a todas as informações necessárias para poder optar pelo número, momento e condições em que se quer ter uma criança é um direito humano básico, consagrado e reconhcido pelos organismos internacionais ao mais alto nível. O planeamento familiar e o acesso a informações de qualidade acerca deste devem ser implementadas o quanto antes. No entanto, pf não esquecer que os mesmos sectores conservadores da sociedade que estão a pugnar pelo NÃO neste referendo são os mesmos sectores que têm impedido a implementação de uma política efectiva a este nível…
By Marta Costa on Jan 17, 2007
Just for the record, cientificamente ainda não se definiu o início da vida humana por falta de coragem. É tão simples como usar os critérios que se usam para desligar as máquina de suporte de vida a doentes com morte cerebral. E se quiserem ponho aqui as referências científicas que quiserem. Podem é pôr a questão dos direitos do ser (QUE NÃO É UMA PESSOA) que é o feto e futura pessoa, em relação aos direitos da mulher/casal. O que eu acho engraçado é que milhões de crianças morrem de fome continuamente e não vejo assim tantos blogues a falar disso. E a mim me critico!
By I_miss_my_lung on Jan 17, 2007
Acho que é importante não nos esquecermos que não estamos a falar de plantas ou de um animal irracional, estamos a falar de um ser humano em crescimento no útero da sua mãe.
Um bebé é uma pessoa…É uma pessoa que cresce no ventre da mãe, nasce e se vai tornando cada vez mais pessoa…(na medida em que aqueles que a rodeiam o permitam)
Estou em medicina e é verdade que em termos cientificos ainda nao se sabe qual é o momento preciso em que se inicia a vida humana, se é na uniao do espermatozoide e do ovulo ou se é depois. MAS, cientificamente, ja se sabe que antes das 10 semanas o coração já bate e todos os primordios do sistema nervoso ja estao formados! Isto é, cientificamente, apesar de ainda n se saber o momento do inicio da vida, um feto com 10 semanas já é VIDA, ja É UM SER HUMANO!
Por isso, peço a todos que pensem muito bem antes de irem votar dia 11 de Fevereiro.
Lembrem-se que ao votar “sim” vão estar a terminar (e não “interromper”) a VIDA DE UM SER HUMANO.
Votem NÃO, votem pela VIDA!
By Rodrigo Oom on Jan 18, 2007
«Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?»
No fundo o voto a favor ou contra é uma questão de consciencia do(a) cidadão assim como a realização ou não de um aborto.
Gostaria apenas de realçar dois pontos.
1- Até às 10 semanas falamos de um embrião. A partir das 10 semanas falamos de uma vida. (Sem comentários)
2- Sou um cidadão de pleno direito com a sua carga de deveres e direitos. Não entendo porque me perguntam (é a pergunta que está em questão) se pretendo tornar-me um cidadão de segunda.
Numa relação entre iguais de livre vontade e mutuo consentimento uma mulher e um homem geram um embrião.
A mulher decide que este embrião é apenas um embrião e realizar um aborto. Não é penalizada e pode fazer um aborto em condições dignas. Os meus aplausos (sinceros).
A mulher decide que o embrião antes e após as 10 semanas é uma vida e como tal protege-a. Uma criança nasce e tem direito a uma Mãe e (pasme-se) a um Pai. Os meus aplausos (sinceros também). A República Portuguesa (os meus parabéns) garante a uma criança um Pai e uma Mãe. A “democracia” pós 25 de Abril baniu os “pais incógnitos”.
Tenho muita pena que a pergunta que me é colocada me soe a:
«Concorda com o facto de ser ou não pai dependa da opção da mulher nas primeiras dez semanas de gravidez?»
Longa vida aos nossos corajosos políticos que decidiram fazer ao povo (leia-se Pôbo) a pergunta a que se recusam responder.
By Pedro Silva on Jan 18, 2007
É um ser humano em potência, ainda não é um ser humano. Este debate está inquinado à partida porque é óbvio que a decisão de voto pode ser subjectiva mas pode e deve ser baseada em factos objectivos. E quem deve dar a conhecer esses factos objectivos (vulgo, médicos) fá-lo de forma preconceituosa para um lado ou para outro. Cientificamente, sabe-se o suficiente sobre o desenvolvimento intra-uterino para ser possível a definição do início da vida humana. Só que não há coragem para fazê-lo porque nos EUA, por exemplo, muitos dos mecenas das instituições de saúde e de investigação são conservadores e se um dos investigadores/médicos dessas instituições tomar uma posição pública muito liberal arrisca-se a perder o financiamento. Mas é uma questão de tempo até as coisas mudarem. E, e isto que eu vou dizer é muito polémico, é também uma questão de cultura. 90% dos argumentos a favor do não aqui apresentados excluiriam também o uso de pílula do dia seguinte, por exemplo. E outra coisa. Se uma mulher tem um aborto espontâneo pode ser causada de homicídio involuntário?
By I_miss_my_lung on Jan 18, 2007
Está aceso o debate!
Emoções ao rubro, querendo cada um defender a sua verdade e mostrar a pobreza dos argumentos alheios. Parece uma batalha na qual só um lado sairá vencedor, e por isso tudo vale, tudo é permitido, desde que se ganhe…
É certo que esta problemática suscita variadissimas opiniões.
É certo que é útil debater.
Mas será assim tão certo fazê-lo proferindo palavras que, ao invés de quererem a união em busca da melhor resolução, mais parecem armas de arremesso carregadas de revolta, autoritarismo e prepotência, chegando mesmo a insultar o detentor de uma opinião diferente?
Fala-se em liberdade, liberdade em a mulher decidir o que se passa com o seu corpo, direito a escolher o que pensa ser melhor para si…e onde está aqui, neste debate, o direito à liberdade de opinião? Digo-o porque sente-se em alguns dos comentários o tom áspero da revolta. Essa revolta não resolve problemas, apenas agudiza os ânimos. Podemos sim revolucionar, causar mudanças profundas e benéficas, se esquecermos outros interesses egoístas e conversarmos todos abertamente. Podemos sim contribuir ouvindo com tolerância a opinião alheia, e explanando tranquilamente a nossa, sem a pretensão de querermos convencer os outros, mas antes querermos que os outros entendam o nosso ponto de vista.
Liberdade de opinião, liberdade de escolha, liberdade….mas a nossa liberdade termina quando começa a liberdade dos outros.
Sou pela vida! O direito à vida não nos foi negado, por isso aqui estamos hoje opinando, partilhando nossas convicções.
Esqueçamos, por momentos, os argumentos cientificos, politicos e até mesmo religiosos e escutemos a voz do nosso coração…será lícito impedir que outros possam um dia viver? Atingida a fecundação, definido um código genético que estabelece até a cor dos olhos, não estará em curso já uma vida que apenas carece de crescimento, diferenciação e desenvolvimento, ou seja, tempo? E para os indecisos, que não sabem em que acreditar, não será mais certo prevenir do que remediar, ou seja, na duvida da existência de vida, não será mais coerente, optar por respeitá-la do que infligi-la?
Tantas pessoas que abortam e passam uma vida a serem vitimas da sua própria consciência, sofrendo em silêncio porque ouvem soar dentro de si vozes algozes que lhes relembram o que queriam esquecer.
Tantas que queriam evitar aquele nascimento, mas que por um motivo ou outro, não o fizeram e hoje sorriem, satisfeitas porque esse ser trouxe-lhes tantas alegrias.
Espero, muito sinceramente, que esta temática tal como muitas outras que emergem na nossa sociedade desequilibrada, siga um bom rumo; que se encontrem medidas benéficas que vão de encontro ao cerne da questão, e não pela saída mais fácil…
Gostaria de dedicar as seguintes palavras ao Joaquim:
Joaquim não renegue a vida.
Acredito que sinta que esta é cruel consigo, e que a sua revolta aumente com os olhares impróprios dos outros. Mas não se deixe abater!
Quantos pintores, hoje de renome internacional, foram em vida rejeitados, olhados de lado pela sociedade, vistos como imprestáveis? Hoje são nomes de relevo, de referência, de estudo. Quem lhe garante que, apesar de tudo, não eram felizes? Eles acreditaram neles próprios, não se deixaram abater pela opinião e julgamento dos outros.
Quantas vezes nos olham de lado, de cima…só porque ao sermos honestos, não aceitamos subornos?
A sociedade é assim Joaquim. Tem coisas boas e menos boas.
Procure encontrar na sua vida as boas e agarre-se com toda a força a elas!
Procure descobrir dentro de si o que terá de tão bom para dar a si, e ao mundo.
Procure ver a vida com outros olhos, para que a felicidade possa ganhar terreno dentro de si.
Viva!
Obrigada!
By Susana on Jan 19, 2007
Rodrigo Oom, estamos a falar de Vida OU de Vida Humana?
Certamente, o Rodrigo é uma daquelas raras pessoas que sobrevive do ar e que não come carne, peixe ou plantes para não prejudicar a VIDA. Certamente também não mata uma mosca, um mosquito para proteger essas mesmas vidas. Deve estar em lista de espera para ser canonizado…
By Joana on Jan 20, 2007
Pedro Silva, mas afinal que desmontagem é essa a da pergunta??? Quer mesmo desmontá-la? Então vamos lá….
“Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez,
se realizada por opção da mulher, nas primeiras dez semanas
em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?
a) Despenalização
Apesar do crime de aborto ser punido com pena de prisão até 3 anos, encontram-se previstas diversas situações de interrupção da gravidez não punível. É precisamente no que respeita ao alargamento dassituações em que a interrupção da gravidez não é punida que a proposta a referendar pretende introduzir alterações. Não se trata, portanto, de liberalizar o recurso à interrupção voluntária da gravidez, mas sim de aprovar uma nova circunstância
em que ela não deve ser punida.
NÃO SE ESTÁ A PERGUNTAR SE SE CONCORDA COM O ABORTO. NÃO SE ESTÁ A PERGUNTAR QUAL O POSICIONAMENTO EM RELAÇÃO À VIDA. Pergunta-se se as MULHERES QUE FAZEM UM ABORTO DEVEM OU NÃO IR PARA A PRISÃO POR CAUSA DISSO.
b) Interrupção voluntária da gravidez
A referência na pergunta aprovada pela Assembleia da República à interrupção
voluntária da gravidez procura usar o conceito que já se encontra no Código Penal para os casos da não punição de forma a tornar claro que a intenção da iniciativa é a de despenalizar a conduta. O artigo 142.º do Código Penal, refere-se à interrupção da gravidez não punível.
c) Até às dez primeiras semanas
Trata-se de identificar um limite temporal em que o recurso à interrupção voluntária da gravidez seja o mais seguro possível para a saúde da mulher que recorre ao procedimento, permitindo-lhe um período de tempo para ponderar a sua decisão, em termos semelhantes à legislação de outros países. Note-se até, que na maioria dos países europeus, o prazo mais comum é de 12 semanas.
d) Por vontade da mulher
Esta referência na pergunta visa esclarecer que estamos perante uma decisão livre da mulher que pretende interromper a gravidez, sendo um elemento essencial a inexistência de coação e a possibilidade de formular uma escolha consciente e acompanhada.
Obviamente que qualquer mulher se aconselha com pessoas amigas, família, namorado e companheiro, como mostra o estudo da APF. É uma falsa questão querer desempoderar as mulheres neste processo.
Vamos agora imaginar que a opção dependia do homem. Caso o homem quisesse que a mulher abortasse mal ela não, quem deve deidir neste caso??? É UMA FALSA QUESTÃO!!!
e) Em estabelecimento de saúde legalmente autorizado
A exigência de que a intervenção tenha lugar em estabelecimento de saúde legalmente autorizado visa assegurar as condições de segurança e de saúde
para a realização do procedimento, permitindo assim eliminar o flagelo do aborto clandestino e enquadrar a interrupção voluntária da gravidez no contexto global do sistema de saúde, assegurando aconselhamento, acompanhamento posterior e a introdução na rede de apoio ao planeamento familiar.
Estes argumentos mostram que o que está em causa não é a liberalização mas sim a DESPENALIZAÇÃO. Liberalização implicaria que se poderia fazer um aborto em qualquer momento, em qualquer sítio, a qualquer altura da gestão. Para desânimo das pessoas que defendem o NÃO, não é isso que está em causa…
By Jonny on Jan 20, 2007
Apetece-me pouco escrever sobre a campanha do referendo. Parece-me uma escolha clara. Olho para o mundo e vejo que na Espanha, França, Suécia, Noruega, Alemanha, Dinamarca, Bélgica, Estados Unidos, Canadá e muitos mais países o aborto está legalizado. Olhando para mais longe, podemos ver que no Afeganistão o aborto é proibido e também costumam lapidar as mulheres. Para mim, a escolha está feita: não pretendo seguir o Afeganistão.
In http://5dias.net/2007/01/19/geografias-eleitorais/
By Feminista de Gema on Jan 20, 2007
Concordo com a Marta quando diz que há pessoas que votam no não e votam contra educação sexual, planeamento familiar, etc… Mas este governo, supostamente liberal, também não o faz e não irá fazer. Hoje vi na rtp as escolhas de marcelo e ele disse algo que eu não sabia, a nossa lei está a par com a lei espanhola, só muda o facto da prisão da mulher, ou seja, a nossa lei não está é a ser aplicada.O que este referendo pergunta é se até às 10 semanas a mulher pode abortar, sem razão aparente e depois disso ser penalizada à mesma. Eu como jovem, por acaso responsável, uso sempre preservativo, mas por vezes ouço colegas meus dizerem que não usam e que já apanharam sustos, faz-me confusão esta irresponsabilidade e acho que se devia fazer algo quanto a isto, existe informação não existe é por vezes vontade, não vejo o aborto como solução, toda a gente sabe que há outras soluções que podem e devem ser exploradas, e se calhar outros países em que o aborto é legal a educação sexual e o planeamento fazem parte da integrante da sociedade, o que não acontece cá. Sou contra o facto da igreja não permitir o preservativo, nos dias de hoje só engravida quem quer ou quem é irresponsável, com os vários contraceptivos que há, se forem usados com responsabilidade é muito difícil engravidar. Quanto aos abortos espontâneos, acho que actualmente a nossa lei prevê essa situação.
By Carlos Sousa on Jan 22, 2007
Peeter a partir de agora.
Jonny,
Eu sou contra a aborto!
Eu.
Cada um decida por si.
Se a consciencia do cidadão(ã) X lhe permite. Eu não o proíbo. Eu não quero que esse cidadão(ã) seja penalizado.
Se me perguntarem:
“É a favor ou conta o aborto, devidamente aconselhado e esclarecido, etc… e sabendo que existe uma real política de educação sexual…”
Sou a favor. Não sou obrigado a seguir essa política. (És contra o aborto? OK não o faças!)
Eu não formulei a pergunta. Arrogo-me o direito de a considerar torta.
Sou contra esta pergunta!
Peço desculpa. Sou assim. Sou contra.
(Devo dizer que é muito melhor que a anterior. Espero que seja muito pior que a próxima. Não interessa se no mesmo sentido se em sentido contrário.)
By Pedro Silva on Jan 23, 2007
Somos o unico país da europa com esta lei de penalização do aborto. (todos os outros são estúpidos, nós é que somos inteligentes)
Os nossos padres vêm livremente para a TV dizer que excomungam quem votar a favor: Só o Papa tem poder de excomungar. A Igreja não é a casa do Padre é a Casa de Deus. E nenhum reporter comenta isto… é estranho.
Há mulheres a favor do não que dizem na TV orgulhosamente: Queremos manter a tradição. (De quê? Pergunto eu? De mandar outras mulheres para a prisão?)
Fala-se de planeamento familiar mas enquanto as mulheres esconderem a gravidêz, não se pode fazer muita coisa, pois não?
O referendo anterior foi uma bela jogada política a meu ver, senão vejamos:
Foi o primeiro referendo do país, ainda não tinhamos consciencia politica nenhuma; foi realizado no verão a vésperas de feriado e logo sobre um tema complicado para um país católico.
A meu ver nós, mulheres e homens a favor da liberdade de escolha e de uma verdadeira saúde humana deviamos juntar-nos todos uma semana antes do referendo em S. Bento com cartazes a dizer: EU JÁ FIZ UM ABORTO…
O Não não é opção, é prisão.
By sana on Jan 23, 2007
Pedro Silva, parece que estamos completamente de acordo!!!! :-) CADA UM/A QUE DECIDA POR SI! Por isso é que se deve votar sim no referendo: porque votar SIM acomoda os direitos de todas as pessoas envolvidas, as que defendem a despensalização e as que não defendem, deixando ao critério de cada pessoa a escolha da melhor opção para si própria.
By Marta Costa on Jan 23, 2007
Não estamos de acordo. Lamento.
By Pedro Silva on Jan 24, 2007
A esta matreira pergunta sobre o aborto vou responder NÃO, embora seja a favor da despenalização do aborto. Por duas razões: a) porque é incoerente estabelecer que deixa de ser crime fazer um aborto aé às 10 semanas e continua a ser crime fazê-lo às 10 semanas e um dia ( a gestação é um processo contínuo); b) porque fazer um aborto é algo que deve ser deixado à liberdade e à consciência da mulher e do médico ou do profissional de saúde que aceita fazê-lo, sem quaquer intromissão do Estado traduzida em julgamentos e prisões. Mas é inconcebível que se transforme o aborto num direito das mulheres que os serviços de saúde têm obrigat´riamente de satisfazer (deixarão, se o SIM ganhar, de poder recusar um aborto). Ora, a gravidez não é uma doença e os Serviços de Saúde foram criados para tratar doenças.
By Bernardino Carvalho on Jan 24, 2007
Pois é Pedro, não estamos de acordo. Mas a sua argumentação é que não é coerente com a sua posição. :-)
By Marta Costa on Jan 24, 2007
Bernardino Carvalho, a pergunta até pode ser matreira, boa, má, assim assim. No entanto, foi considerada constituiconal pelo Tribunal Constitucional. É a pergunta que temos.
Como o Marques Mendes, o Bernardino diz que o aborto é uma questão de consciência – todavia, vota não. Como é que se pode concordar com a manutenção de uma lei que pune uma mulher que aborte, com uma pena de até 3 anos de prisão, defendendo ao mesmo tempo ser o aborto uma questão de consciência? É incongruente! É uma estratégia falaciosa para tentar distrair as pessoas menos atentas.
Também se diz a favor da despenalização mas indica que vai votar não…
Quem defende, simultaneamente, a criminalização e a despenalização do aborto não é apenas paternalista – aceitando sermões do Estado sobre o assunto –, como se torna patrocinador do aborto clandestino, ao pugnar pela ilegalidade do aborto, fazendo com que, na prática, tudo se resuma a uma questão económica: quem pode, aborta lá fora; quem não pode, comete o crime na pátria. Bernardino, as suas palavras soam-me a Marcelo Rebelo de Sousa… Leia o post da Fernanda Cância acerca deste assunto: http://gloriafacil.blogspot.com/2007/01/posiao-do-professor-marcelo.html
Quem sabe se não lhe surgem novos argumentos?
By Daniel Gonçalves on Jan 24, 2007
? Question mark ?
Qual é a parte da minha posição que não se percebe?
Que sou a favor da vida?
Que sou contra o aborto?
Que não sou contra a despenalização?
Que sou contra a libertinagem que a pergunta colocada permitirá?
Ou outra?
EU VOTO NÃO A ESTA PERGUNTA!!!!
ps: Eu consigo acrescentar que aquilo que está a ser referendado é o artigo 25 da constituição da república portuguesa.
É mais fácil eu votar a favor da pena de morte para adultos culpados sentenciados por instância judicial competente que para vidas (embriões) gerados por “pais” descuidados ou no caso em concreto por “mães” descuidadas.
By Pedro Silva on Jan 25, 2007
Pedro Silva quando refere que “Cada um decida por si.
Se a consciencia do cidadão(ã) X lhe permite. Eu não o proíbo. Eu não quero que esse cidadão(ã) seja penalizado.” a que se está a referir? À auto-determinação!!! Neste ponto estamos de acordo. Cada pessoa que decida por si! É por isso que votar sim é a melhor opção neste referendo: porque acomoada as posições de todas as pessoas. As que não concordam com a lei não serão obrigadas a abortar e as que concordam não serão tratadas como criminosas! É por isso que eu concordo com esta lei.
Em relação à sua afirmação de que vota mais depressa a pena de morte deixa-me confusa… Mas então, onde está a valorização da vida? É uma posição no mínimo incongruente.
Em relação a “mães” e “pais” descuidados tenho-lho a dizer que conhece muito mal a realidade portuguesa. Não julgue a maioria da população pelo estrato sócio-económico a que pertence. As pessoas de meios sócio-económicos mais pequenos não podem ir ao Centro de Saúde buscar métodos contraceptivos ou à farmácia buscar pílula do dia seguinte sem que toda a gente fique a saber. Não há privacidade. Por outro lado, os métodos conrraceptivos falham, mais frequentemente do que seria desejável. E é impossível passar informação séria sobre métodos contrecetivos e planeamento familiar a populações fracamente escolarizadas, a pessoas que são analfabetas funcionais (sim, existem e muitas delas são pessoas jovens). Assim, na sua opinião, as pessoas devem ser penalizadas por estas situações? Espero que este critério seja universal e que se julgue com a mesma severidade com que julga as restantes pessoas. Caso contrário, é pura hipocrisia.
By Marta Costa on Jan 25, 2007
The End
O dito dito está. Podemos fazer um referendo acerca das minhas posições.
Arranjem uma pergunta.
Eu decidirei como responder a ESSA PERGUNTA.
By Pedro Silva on Jan 26, 2007
Pedro Silva,
parece que conseguiu fazer da sua posição cavalo de batalha dos outros.
Também não resisto!
Trabalho com adolescentes e gravidezes precoces há um tempo e a despenalização não vai trazer libertinagens. Isto é uma distorção!
Até ao momento, há uma liberdade imensa e falta de controlo porque se faz abortos clandestinos aqui e em espanha sem controlo algum de idades, com a despenalização, poder-se-á detectar gravidezes não desejadas e acompanhar o seu processo antes do aborto (apostando na dissuasáo, nao pensem que nos hospitais se fará abortos livremente, há médicos que acompanham a jovem / o casal. Se (SE!) for avante a decisão do aborto, haverá um acompanhamento médico e uma planificação futura para prevenção de novas situações.
Este processo funcionará como onda de verdadeira pervenção de saude.
Parece-me evidente as melhorias no nosso sistema de saúde no que concerne este problema.
Libertinagem temos nós agora. Uma libertinagem pela calada.
Tá bem, não incomoda consciências…
Sana
By sana on Jan 26, 2007
Há algo que me incomoda muito nesta questão:
A importancia do homem e a sua posição.
Com a lei actual, o homem não tem poder de decisão: a mulher limita-se a pegar numa amiga ou familiar e vai a uma clinica clandestina. Com a despenalização, os hospitais não irão optar pelo aborto sem escutar o Pai…
Sem perceber as hipóteses de uma vida FAMILIAR.
Quando vejo homens a assumir que são a favor do não pergunto-me:
Preferem o Não porque não querem assumir responsabilidades de forma aberta?
By sana on Jan 26, 2007
sana, o estudo da APF mostra claramente que, antes de tomar uma decisão tão drástica como fazer um aborto as mulheres se aconselham com as pessoas que estão ao seu redor e que o companheiro/namorado/marido é a pessoa priveligiada. Os homens são consultados nesta questão.
By Marta Costa on Jan 26, 2007
Eu votei não em 1998 enganado pelos falsos argumentos do não.
Agora em 2007 mais experiente e consciente de todos os factos voto no sim. Não me deixo enganar outra vez.
Deixo em baixo uma lista dos mitos do não:
Primeiro mito do não.
A legalização do aborto via fazer, com que as mulheres portuguesas, usem o aborto como método contraceptivo, existem outros meios contraceptivos.
Este é, sem duvida um dos argumento mais fortes do não, é um dos meus medos, com a vitória do sim.
Mas por causa de uma franja da população, que é descuidada, os outros têm que pagar?
Além disso não existe nenhum meio contraceptivo 100% fiável.
O preservativo pode romper, a pílula pode não fazer efeito devido a n factores.
E sou uma pessoas informada, tenho o máximo de cuidado, e nunca tenho uma relação sexual sem usar um método contraceptivo, e mesmo assim já apanhei 2 sustos, felizmente só sustos, mas que não deixam de me fazer pensar que apesar de todo o cuidado, um azar pode acontecer.
Conheço muito bem algumas pessoas que engravidaram, devido a preservativos se romperem, ou a pílula não fazer efeito. Infelizmente tiveram que recorrer ao aborto ilegal, e felizmente num dos casos não ouve problemas de maior, no outro a rapariga ficou com grandes possibilidades de nunca mais conseguir engravidar.
Este facto leva-me ao segundo mito.
As mulheres que fazem abortos ficam com problemas psicológicos.
Pode acontecer é verdade, mas se legalizarmos o aborto podemos despistar esses casos antes do aborto. Ninguém faz um aborto de ânimos leve. É uma decisão pensada, e mais que pensada. Nos casos que conheço nenhuma das mulheres (adolescentes na escola, quando o fizeram), teve problemas psicológicos, tudo depende das convicções das pessoas, há que não veja um feto com 10 semanas como uma vida
E este argumento leva-me ao terceiro mito.
O abortar um feto com 10 semanas, e estar a abortar uma vida, é um assassinato.
Um feto com 10 semanas na minha opinião é um conjunto de células que se dividiram, na minha opinião não é uma vida, é tão vida como um espermatozóide e um óvulo que podem geram uma criança. Mas não é uma criança. Eu respeito quem têm uma opinião diferente. Mas devem as pessoas que têm convicções diferentes obrigar as outras, a acreditar no que elas acreditam? Eu não obrigo ninguém a abortar. Mas quem acredita que é uma vida não deve obrigar os outros a ter a mesma opinião. Normalmente este é um argumento religioso, principalmente da igreja católica. Os mesmos que acreditam que um espermatozóide é uma vida, e condenam que se masturba, que usa o preservativo e a pílula. É por isso que vamos condenar quem toma a pílula, quem usa o preservativo ou se quem masturba? (Não estou a ser irónico neste aspecto, esta é a posição oficial da igreja católica).
Quarto mito.
Gastar o dinheiro dos nossos impostos em abortos.
O que se pergunta no referendo, não é se o aborto deve ser comparticipado ou não. É se a pessoa que o faz, é condenada à prisão ou não. Esta é a pergunta, ninguém disse como ia ser pago. Se o aborto não for comparticipado, os abortos passam a ser uma receita para o estado, ou por ser feito em hospitais públicos, ou pelos impostos que as clínicas privadas têm de pagar.
Não nos atirem pó para a vista, os argumentos do não parecem ser fortes, mas sofrem de lacunas muito graves, pois não são verdadeiros.
Eu fui enganado em 1998 agora em 2007 não o vou ser.
Não se deixe enganar dia 11 de Fevereiro vote SIM.
By Nuno Carvalho on Jan 26, 2007
depois de ler alguns argumentos do sim e do não neste blog, em que alguns até dão vontade de chorar, fico admirado com algumas argumentações, para não dizer chocado… A minha posição relativamente a este assunto, digo desde já é um redondo Não a despenalização voluntária da gravidez, digo isto sem qualquer influência religiosa, mas sim em base de princípios morais!!! como é possível alguém afirmar que a campanha do não anda aqui para enganar seja quem for, pois eu posso afirmar que a campanha do sim também o faz!!! o aborto é uma medida anti-natalista, que não faz sentido na actual situação portuguesa, com uma população cada vez mais velha… talvez ainda não exista o apoio suficiente para as pessoas mais carenciadas sustentarem os seus filhos, mas existe algum, que permite as condições de sobrevivência mínimas a essas crianças… prefiro que os meus impostos sejam gastos para esse apoio do que para um aborto!!! outra coisa interessante é se o aborto não é uma medida anti-conceptiva, como é possível o ministro da saúde afirmar que estão previstos cerca de 20 a 30 mil abortos por ano, falando agora de probabilidades, sabem qual é a probabilidade de uma mulher engravidar se tomar a pílula e o seu parceiro sexual usar preservativo???!! Investiguem e depois digam alguma coisa…. Faz sentido o aborto com estes meios, 99,9% fiáveis e seguros que para alem de impedirem a gravidez também evitam doenças sexualmente transmissíveis!!!! Como é possível defenderem o direito da mulher para decidir fazer um aborto, quando o seu dever era, se não queria engravidar, prevenir-se!??? Acham que é preciso recorrer ao aborto quando não se quer engravidar??? outra coisa engraçada é os defensores do sim afirmarem que ate as dez semanas, o feto não passa de um conjunto de celulas, a esses eu repondo dizendo apenas que, nós, que estamos aqui a escrever neste blog também somos um conjunto de células, apenas com uma diferença, é que temos a consciência que ao votar sim, no dia 11 de fevereiro, vamos conscientemente votar para que, alguém por vontade própria, por irresponsabilidade da mesma, interrompa um ciclo que iria originar um ser semelhante a nós!!! A sociedade tem de ser responsável pelos seus actos e pelas decisões que toma legalizar o aborto é legalizar o facilitismo e cada vez mais, o termo responsabilidade terá menos significado e importância. no dia 11 de fevereiro quando o Não ganhar categoricamente, espero que as mesmas pessoas que decidiram trazer este assunto para a praça publica, tenham tambem a coragem de combater o aborto ilegal de forma eficaz para se evitem consequências graves para a mãe e para acabar com essa chacina que ocorre a frente de todos, mas que todos fingimos não existir… Não apelo ao voto no Não!!! o que vos digo é que se informem, meditem sobre o que esta aqui em questão,e votem em consciência, mas fiquem com uma certeza se a nossa sociedade não defender um direito tão nobre com a vida o que que vamos defender!!!! Deixo aqui a minha opinião leiga sobre o assunto!
By Carlos Augusto on Jan 27, 2007
Anda a circular na net este pequeno e rudimentar poema, que, na sua singeleza, diz tudo o que é preciso dizer sobre isto.
Se o aborto é natural
acto digno e louvável
então que seja legal
já que não é reprovável
Mas se for acto egoísta
que nem de animal se diz
deixando a perder de vista
os crematórios nazis
quem quiser fazê-lo faça
mas por sua conta e risco
e se não tiver a «massa»
não venha cravar o fisco
Se quer abortar aborte
se na alma não lhe dói
dê à morte antes da morte
o filho que nunca foi
Agora tenha maneiras
pois se é sua a barriguinha
não leve as suas asneiras
a serem pagas p’la minha
E a quem garante que o feto
não é nada e nada sente
e está cá para o contar
esqueceu-se que teve afecto
e por isso certamente
quando feto ainda era
a mãe não quis abortar
By Carlos Lopes on Jan 27, 2007
Marta,
Como se sabe os estudos têm muitas interpretações e sim, as mulheres muitas vezes aconselham-se com os parceiros e família, mas de forma informal e privada, muitas vezes fundamentada no medo, preconceito e confusão. Não existe um apoio formal ou especializado.
É muito fácil recorrer a clinicas privadas e ilegais e o papel do homen, principlamente do jovem menor, muitas vezes resume-se a arranjar o “dinheiro necessário”.
Ao despenalizar-se o aborto assume-se “todo o pacote” da responsabilidade, no que concerne o papel do Pai, da familia envolvente, etc…
Carlos Augusto,
Parece-me que estás a misturar vários argumentos e não me leves a mal por fazer das tuas as minhas palavras:
O que está em questão no dia 11 é DESPENALIZAR não legalizar, não haverá livre práctica de abortos nos hospitais.
A chacina que ocorre a frente de todos, mas que todos fingimos não existir… Existe AGORA.
Com a despenalização é que poderemos enfrentar e assumir o probelama e tentar evitá-lo. A sociedade tem de ser responsável pelos seus actos e pelas decisões que toma, concordo, mas como se resolve um problema que é fantasma por ser ilegal?
O termo responsabilidade, passa por conhecimento e liberdade de escolha. Controlo e penalização não é responsabilidade como vêmos em tantas histórias de Ditaduras.
O ministro da saúde afirma que estão previstos cerca de 20 a 30 mil abortos por ano… Já existem muitos mais abortos do que estes sem apoio nenhum ao casal e a engordar os bolsos de clínicas privadas.
Dizes: “Como é possível defenderem o direito da mulher para decidir fazer um aborto, quando o seu dever era, se não queria engravidar, prevenir-se!???”
Tu que votas com baes em prinicios morais, nunca deves ter cometido erros e sempre PREVENISTE tudo na tua vida?!?!?!?!?
Que maravilha somos nós a julgar os outros…
By sana on Jan 27, 2007
Carlos Lopes,
Vai fazer poesia quando errares ou falhares algo (quando fizeres asneiras)
e as pessoas te condenarem imediatamente, deixando-te por tua conta e risco.
Já agora, porque não se condena também pessoas que contraiem DST’s?
Poderemos fazer uma poesia contra a SIDA, ou gonorreia
Isto é ridiculo…
By sana on Jan 27, 2007
cara sara,
um referendo tão importante como este, como deves concordar comigo, é extremamente importante, e centra-se num ponto fundamental que é permitir a alguém por auto-iniciativa abortar, mas a decisão desta mulher não a afecta apenas a ela, afecta-nos a todos, por isso é importante esclarecer as pessoas sobre tudo o que o aborto implica para uma sociedade, e deve ser analisado segundo a presente realidade da nossa sociedade, dai as minhas varias perspectivas. Não querendo tornar a questão material, a verdade é que vão ser os nossos impostos, a pagar esses abortos, e volto a dizer categoricamente que preferia que os meus impostos fossem utilizados para apoiar uma mãe em tudo o que fosse preciso e que ela tivesse o filho do que para um aborto. um problema nunca deve ser fantasma por ser ilegar, podia inumerar vários problemas que são fantasma, e que no entanto não deixam de ser combatidos e alguns resolvidos, dou o exemplo da Droga. Assumir que votar sim no aborto é resolver um problema é uma falsa verdade, e se o sim ganhar iras verificar isso, eu quase que interpreto as tuas palavras como, se as coisas estão mal, então votamos sim e deixa de ser um problema, fica tudo resolvido… não te esqueças que a nossa sociedade continuara a descriminar as mulheres que realizaram aborto, mesmo que legal, essas continuaram a ser olhadas de lado, na rua da aldeia, da cidade ou da vila, por ter feito um aborto, no fundo queres resolver o problemas que por si só, não se ira resolver nunca!!!! A vontade politica de resolver o problema do aborto é pouca, e a solução não passa por votar sim no dia 11!!! Outra coisa que gostava de te dizer, é que a liberdade em sociedade, e uma liberdade limitada, no fundo ninguém é livre, em sociedade muito menos!! a liberdade de alguém não pode, de maneira nenhuma, interferir com a liberdade de outrem. A questão aqui é que tu defendes a liberdade da mulher, eu defendo a liberdade do filho que esta no seu ventre( é não me digas que, não passa de um conjunto de celulas porque nos “também somos um conjunto de células, apenas com uma diferença, é que temos a consciência que ao votar sim, no dia 11 de fevereiro, vamos conscientemente votar para que, alguém por vontade própria, por irresponsabilidade da mesma, interrompa um ciclo que iria originar um ser semelhante a nós!!!”), agora falta saber qual das liberdades é mais importante a da mulher ou a liberdade de ter direito a vida, porque eu não conheço ninguém que afirme que não queria viver!!!
Logicamente que eu estou muito longe da perfeição, já cometi e irei cometer muitos erros na vida sou HUMANO, mas tenho a minha consciência tranquila de que os meus erros nunca implicaram a existência ou não, de alguém semelhante a mim!! Não estamos num pais de analfabetos, não estamos num pais do terceiro mundo (sei que as vezes até parece!!!!), eu só não compreendo como é que vocês defensores do sim justificam 20 a 30 mil “enganos” ou “azares” por ano… numa sociedade de informação em que toda a gente sabe que um simples preservativo ou pilula evita um gravidez… com tantos meios para o evitar, não tem logica falar-se no aborto. Se me justificarem a razão para existir tantos abortos, mas um razão plausível eu voto sim dia 11…
By Carlos Augusto on Jan 28, 2007
Acabei de ler as opiniões expressas neste blog e, por mais que tente, não consigo perceber porque é que o ser humano não consegue deixar de interferir na vida alheia e no livre arbítrio de que é suposto usufruírmos… é que, se o ’sim’ ganhar neste referendo, ninguém será obrigado a abortar; aqueles que não concordam com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez (IVG) poderão manter-se firmemente agarrados às suas convicções. No entanto, se o ‘não’ ganhar novamente, as mulheres que se vêem obrigadas a recorrer ao aborto continuarão a ser discriminadas e apontadas como criminosas.
Penso que é ponto assente, tanto para os defensores da despenalização da IVG como para os seus opositores, que um aborto é uma experiência traumática para quem o faz, pelo que se assume que será sempre encarado como um último recurso.
Acerca deste aspecto, gostaria de salientar a importância de uma boa educação sexual e da utilização dos métodos contraceptivos; é um facto que actualmente estão disponíveis vários métodos distintos, de eficácia variável - mas também é um facto que nenhum deles oferece uma eficácia total. Ou seja, o único método contraceptivo 100% fiável é o celibato ou abstenção sexual, método este que, concordemos, não agradará à maioria das pessoas. Devo referir o caso específico - mas talvez comum - de uma senhora que, apesar de ter tentado diferentes métodos contraceptivos, é actualmente mãe de 4 filhos, cada um deles gerado devido à falha de 4 métodos distintos aos quais a senhora foi recorrendo, mas que de nada lhe valeram. Isto para frisar que azares acontecem a qualquer pessoa, tenha ela os devidos cuidados ou não.
Gostaria também de salientar um aspecto ‘curioso’: a actual lei sobre a interrupção voluntária da gravidez prevê situações de «exclusão de ilicitude nos casos de IVG» onde, entre outros, se incluem os casos em que «houver sérios indícios de que a gravidez resultou de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual(…)»; neste caso específico, a IVG não é punível se «for realizada nas primeiras 16 semanas de gravidez» (Lei 90/97, de 30 de Julho, art.1º). Mais, na legislação actual, quando a saúde da mãe está em perigo, a IVG pode ser realizada até às 12 semanas. Todo este paleio para concluir que não percebo a indignação dos defensores do ‘não’ em relação ao prazo das 10 semanas; será que no caso de uma gravidez resultante de uma violação ou em caso de risco para a progenitora a nova vida só se inicia a partir das 16 ou das 12 semanas e em todas as outras situações a vida tem início a partir do momento da fecundação? Porque é que me parece que estamos a retroceder em relação ao que já está estabelecido há já vários anos no nosso Código Penal (ver Código Penal, art. 142º, ponto 1, alínea b)???
Um último comentário em relação aos direitos dos pais, dos homens; concordo plenamente que o pai tem o direito e a obrigação de manifestar a sua opinião e que a mulher tem a obrigação de a considerar seriamente. No entanto, não posso deixar de concordar que a última palavra deve ser da mulher. E porquê? Porque é muito fácil dizer “sim, vamos ter este filho juntos e começar a nossa família”, mas há que admitir que num grande número de casos esta conversa depressa desaparece e dá lugar a outro tipo de conversa por parte do pai, seja porque à medida que o tempo vai passando e o corpo e o humor da mulher se vão alterando ela perde aquele encantamento, tornando-se muitas vezes num estorvo, numa chata que está sempre a apontar o dedo e a falar de responsabilidades, seja porque depois do nascimento o pai constata que afinal não é assim tão fácil abdicar daquelas coisas que costumava fazer e que tanto prazer lhe davam. É que, por mais voltas que dermos, na esmagadora maioria dos casos a vida da mulher nunca mais será a mesma, ao passo que ao homem parece ser mais fácil mudar de ideias e retomar a sua vida no ponto em que a deixou antes de assumir esse compromisso.
By Jonayla on Jan 28, 2007
Carta aberta a todos os defensores do não
Caros defensores do não (tão certos que os embriões têm direitos e que estes devem ser defendidos) expliquem-me lá isto:
Expliquem-me que direitos foram, e são defendidos, quando uma criança indesejada, nascida de uma gravidez indesejada, é confrontada e forçada a viver uma vida de maus-tratos, abandono ou insegurança e instabilidade familiar? Que direitos fundamentais deste(s) outrora embrião(ões) foram respeitados ao decidirem friamente que tinha de nascer e sujeitar-se a apenas “sobreviver”, a não ter uma vida plena?
Se querem falar de direitos por que não falam dos direitos violados ao forçarem o nascimento de seres humanos rejeitados pelas famílias e, consequentemente, rejeitados pela sociedade?
Já basta existirem milhares de crianças cujos pais não quiseram abortar e acabam por ter uma vida miserável, não precisamos de forçar a existência de mais crianças em que se lhes impôs essa mesma condição!
Gostaria que me explicassem também este vosso contra-senso:
Para vós, a mulher tem a responsabilidade de praticar sexo seguro, mas não tem a responsabilidade de poder abortar!? Que eu saiba, para além da abstinência, não há nenhuma prática de sexo seguro 100% eficaz e 100% segura. Isto leva a pensar que, do vosso ponto de vista, uma mulher responsável não deve praticar sexo a não ser quando quiser procriar!?
PS: Para finalizar gostaria de postar que os conceitos de “vida” e “ser humano” são extremamente relativos e não consensuais, por isso mesmo não deveriam ser usados como argumentos definidos e incontestáveis nesta batalha. Haverá sempre o debate entre quem acha que um embrião (ou outra terminologia que queiram utilizar) com 10 semanas ou 10 e 1 dia (ou com as semanas que forem) é um ser humano e quem acha que o não é. Existirá sempre debates éticos, morais, bioéticos, políticos e até mesmo económicos relativos a este tema mas, no meu ponto de vista, nenhuma mulher deveria ser vítima de perseguição e penalização pelos ideais relativos de alguns.
Existiram e existirão sempre mulheres que recorrem ao aborto sem terem um motivo verdadeiramente lógico para o fazer, mas não pensem que a penalização legal as demove.
A despenalização apenas contribuirá para um jogo mais limpo, em que os problemas inerentes ao aborto não serão mascarados pela sensação de falso conforto que a penalização do aborto traz consigo, e poderão ser encarados de frente.
PSS: E para quem acha que o problema se baseia no português utilizado na elaboração da pergunta do referendo, aviso desde já que quando se fala na interrupção voluntária da gravidez fala-se apenas em escolha, em opção por parte da mulher e não em ausência de aconselhamento e acompanhamento psicológico antes e após o acto.
By joana silva on Jan 28, 2007
«Não querendo tornar a questão material, a verdade é que vão ser os nossos impostos, a pagar esses abortos, e volto a dizer categoricamente que preferia que os meus impostos fossem utilizados para apoiar uma mãe em tudo o que fosse preciso e que ela tivesse o filho do que para um aborto» (Carlos Augusto)
Todos nós preferíamos que os nossos impostos «fossem utilizados para apoiar uma mãe em tudo o que fosse preciso»; no entanto, olhando objectivamente para a realidade do nosso país (veja-se, por exemplo, o valor dos abonos de família), não lhe parece uma ideia um tanto ou quanto utópica?
By Jonayla on Jan 28, 2007
Jonayla said,
Concordo plenamente que os abonos são muito baixos, mas lembro que os apoios não se reflectem apenas a esse nível, eu vivo numa região relativamente pobre, e as crianças mais carenciadas tem acesso a todo o material escolar necessário para o seu sucesso, alimentação gratuita e os pais ainda recebem um “boa mesada” para tudo o resto… a isto se chama apoio social e é uma realidade em portugal!!!! portanto penso que não é uma ideia “um tanto ou quanto utópica”, mas real, so quem não quiser ver é que não vê, no entanto é lógico que é preciso mais, muito mais…
By Carlos Augusto on Jan 28, 2007
já agora não é preciso ser grande crânio a matemática, e a matematica vale o que vale… dizem que nenhum método é 100% fiável, agora vamos a probabilidades, imagine-mos que uma mulher toma a pilula (99,9% fiável) e o seu parceiro sexual usa preservativo (99,9% fiável)!!! Lamento defensores do sim, mas a probabilidade desta mulher engravidar, usando correctamente estes métodos contraceptivos é praticamente nula!!! Agora justifiquem-me a razão de tantos abortos????
By Carlos Augusto on Jan 28, 2007
Carlos Augusto said,
«(…) eu vivo numa região relativamente pobre, e as crianças mais carenciadas tem acesso a todo o material escolar necessário para o seu sucesso, alimentação gratuita e os pais ainda recebem um “boa mesada” para tudo o resto… a isto se chama apoio social e é uma realidade em portugal!!!!»
Sim, penso que é preciso muito mais - é preciso que essa seja a regra e não a excepção…
E sim, penso que é preciso muito mais - é preciso que uma criança gerada por uma gravidez indesejada não tenha que passar pela tortura de saber que os pais não a queriam nem pela instabilidade familiar pela qual terá de passar mesmo se, por exemplo, for dada para adopção. Mais importante que o aspecto material é a estabilidade emocional de uma criança nos seus primeiros anos de vida.
Imagine que conhecia uma mulher (não necessariamente alguém próximo) grávida e que sabia que a vontade dessa mulher era abortar, por não ter estabilidade emocional e financeira.
Será que o Carlos (e todos os defensores do ‘não’) lhe proporia que ela levasse a gravidez para a frente e que (caso realmente se verificasse que essa mulher não tinha as condições básicas para garantir a estabilidade de que todas as crianças necessitam) se ofereceria para providenciar a essa criança tudo aquilo que a mãe não lhe poderia dar, até pelo menos uma idade razoável para que os alicerces da criança estivessem já estabelecidos? É que, infelizmente, o estado não consegue garantir este tipo de apoio… se conseguisse, parece-me que o problema do aborto nem sequer se poria…
By Jonayla on Jan 28, 2007
Carlos Augusto said,
«já agora não é preciso ser grande crânio a matemática, e a matematica vale o que vale… dizem que nenhum método é 100% fiável, agora vamos a probabilidades, imagine-mos que uma mulher toma a pilula (99,9% fiável) e o seu parceiro sexual usa preservativo (99,9% fiável)!!! Lamento defensores do sim, mas a probabilidade desta mulher engravidar, usando correctamente estes métodos contraceptivos é praticamente nula!!!»
Precisamente, praticamente nula não é equivalente a nula!!! Mas olhe que está enganado, o preservativo não é 99,9% fiável, como a pílula; sobre a eficácia do preservativo, o site da Associação para o Planeamento Familiar diz-nos que utilizando este método contraceptivo, engravidam 5 a 10 mulheres em cada 100, por ano.
E já agora, supondo que está a falar de um casal com uma relação estável, acha que se a mulher tomar a pílula o companheiro vai querer usar preservativo? A não ser que o companheiro seja mantido na ignorância em relação a esse aspecto…
By Jonayla on Jan 28, 2007
Carlos, o preservativo não tem uma eficácia de 99,9%… Os preservativos rasgam-se. Os métodos contraceptivos utilizados nao são unicamente a pílula e o preservativo: o DIU, o Diafragma, entre outros são métodos que a também são usados e cuja percentagem de eficácia é bem mais baixa. Certamente que o Carlos Augusto é uma pessoa infalível ao nível da utilização de métodos contraceptivos. Ainda bem. Mas como foi referido já anteriormente: “Não julgue a maioria da população pelo estrato sócio-económico a que pertence. As pessoas de meios sócio-económicos mais pequenos não podem ir ao Centro de Saúde buscar métodos contraceptivos ou à farmácia buscar pílula do dia seguinte sem que toda a gente fique a saber. Não há privacidade. Por outro lado, os métodos conrraceptivos falham, mais frequentemente do que seria desejável. E é impossível passar informação séria sobre métodos contrecetivos e planeamento familiar a populações fracamente escolarizadas, a pessoas que são analfabetas funcionais (sim, existem e muitas delas são pessoas jovens). Assim, na sua opinião, as pessoas devem ser penalizadas por estas situações?”
By Marta Costa on Jan 28, 2007
A questão demográfica parece ter surgido com alguma frequência associada à despenalização do aborto. É uma falsa questão.O número de nascimentos tem baixado um pouco por toda a Europa e nda tem a ver com o aborto. Tem sim a ver com diferentes prioridades das pessoas e com a forma como a sociedade portuguesa e europeia se organiza. Sabemos que as mulheres entraram definitivamente no Mercado de Trabalho. Sabemos que as redes de apoio familiares e de vizinhança são cada vez mais escassas, sobretudo em meios grandes. Sabemos que que os homens tendem a continuar a não assumir o seu papel nas tarefas familiares. Sabemos que as mulheres tendem a ser sobrecarregadas com a dupla jornada de trabalho (no seu emprego e em casa, com as tarefas domésticas). Sabemos que as pessoas tendem a querer dar mais e melhor às suas crianças do ponto de vista educativo, material, de oportunidades, de afecto. Sabemos que não existem super-mulheres e super-homens. Sabemos que o preço a que está a alimentação, as fraldas, os infantários… Estes são alguns dos verdadeiros factores que contribuem para a baixa da natalidade. O aborto não figura entre elas.
By Marta Costa on Jan 28, 2007
Jonayla said,
Hoje em dia, quando os pais biológicos rejeitam, os seus filhos, sangue do seu sangue, como muito recentemente passou pelas televisões, existem famílias, pais adoptivos que amam estas crianças, como se fosse suas filhas dão-lhe amor e carinho, dão-lhe uma estabilidade emocial de que precisam, no fundo acabam por ser os seus verdadeiros filhos, e quando estas crianças são ainda bebes a adopção é muito mais fácil…. a adopção é um processo díficil e extremamente burocrático, concordo plenamente, para tal basta criar um “simplex” no processo de adopção e as coisas eram muito mais fáceis… Se me perguntar, se eu preferia não nascer ou ir para uma familia de acolhimento que me ama-se, me desse carinho e tudo o resto, penso que saiba qual seria a minha resposta…. mesmo para uma instituição de acolhimento a minha resposta seria a mesma!! é obrigação do estado criar as condições necessárias para que uma criança tenha as minímas condições de sobrevivência, e sejamos realistas e sem quaisquer rodeios, esse apoio existe, nenhuma criança morre em portugal, felizmente, por falta de meios económicos, morrem sim por negligência dos pais e da segurança social. Assim, apenas posso concluir que o aborto não faz qualquer sentido…
By Carlos Augusto on Jan 28, 2007
Marta Costa said e Jonayla said,
Realmente nenhum método contraceptivo é 100% fiável, mas a junção de dois métodos contraceptivos torna a gravidez algo extremamente difícil de ocorrer… num seio de uma relação estável, ai as coisas são muito mais complicadas, concordo, no entanto não acredito que exista 20 a 30 mil falhas destes métodos por ano (previsões do ministro da saúde)… estes 20 a 30 mil falhas deve-se a irresponsabilidades, que de maneira nenhuma pode implicar a vida de alguém semelhante a nós… vi nas noticias que as aulas de educação sexual nas escolas estão previstas desde a 20 anos ( Noticiario da RTP 1), como é possível, sem se ter uma politica sexual activa e real, querer dar-se um passo de gigante para o aborto!!!! não faz mais sentido estabelecer bases, instruindo as pessoas, relativamente a uma educação sexual, e depois discutir-se o aborto, a sim as coisas teriam uma sequência lógica…nos outros países o aborto e legal, mas tem como suporte uma politica de educação sexual activa, agora o que este governo quer fazer, e os defensores do sim querem fazer é “começar a construír uma casa pelo telhado”, que sem uma educação sexual efectiva, vai resultar em abortos, com grande trauma para a mãe, e sem o respeito por um direito constitucional que é a vida!!! O aborto, não se pode justificar, por aquela criança ser um estorvo para os pais, infelizmente a nossa vida está cheia de estorvos nos quais, nós temos que os ultrapassar, eu não quero acreditar que alguém vai realizar um aborto porque, a mãe não tem horário compátivel para a ir buscar a escola, o que é um embaraço para ela, ou por outra razão qualquer… porque o direito a vida prevale-se a acima de tudo isto… As pessoas não devem de modo algum ser penalizadas, por causa da sua fraca educação sexual porque a responsabilidade disso é dos nossos governantes, nesta situação resta ao estado português dar todas as condições a esta criança, caso os pais não o possam fazer!!! não sendo necessário recorrer a um aborto, que é mau para a mãe!
By Carlos Augusto on Jan 28, 2007
Carlos Augusto,
é uma distorção pensar que as pessoas estáo informadas hoje em dia. Sim existe informação disponivel mas o conheimento é outra coisa completamente diferente.
eu trabalho com muitas jovens a fazer praticamente isso, informar sobre a sexualidade: não imaginas a ignorancia que grassa e, pior, quando um jovem se quer informar ou adoptar um método contraceptivo, tem de fazê-lo muitas vezes ás escondidas. Já aconsehlei várias jovens para planeamento familiar. podia-te dar centenas de exemplos…
Não penses que a maioria das mulheres engravida por pura irresponsabilidade. Já falei com imensos rapazes na casa dos 20 que tinham conhecimentos errados, como por exemplo, que ao se fazer sexo pela primeira vez não há risco de engravidar.
Sabes porque sou a favor do SIM?
1. Porque acho errado uma penalização
2. Porque sou a fazor da escolha do casal
3. porque só este referendo já fez mais pela educação sexual e consequente verdadeira prevenção da gravidêz do que anos de penaização.
nunca se falou tanto sobre esta questão e nunca se procurou tanto informação.
Os adeptos do não argumentam que em vez de financiar abortos o mesmo dinheiro deveria ser aplicado na prevenção, bem, 80% das escolas não tem nenhuma forma de apoio.
Conheço uma rapariga vitima de estrupo e violação por parte dos familiares (tem 12 anos) e está há 8 meses à espera de apoio psicológico ou psiquiatrico.
Não vai haver educação / apoio efectivo em Portugal, deixemo-nos de ilusões de sistema educativos ou politicos perfeitos.
Garanto-te que se houvesse a minima possibilidade disto acontecer, eu própria votaria Não. Mas não há. conheco bem demais o sistema por dentro.
By sana on Jan 29, 2007
Carlos Augusto,
compreendo e concordo com algumas das coisas que diz, especificamente no que diz respeito aos deveres do Estado. No entanto, esta não é a primeira vez que é realizado um referendo sobre o aborto; como sabe, esta questão já foi referendada e o ‘não’ ganhou. Isto em 1998. Estamos em 2007… o que é que mudou? Aliás, o próprio Carlos refere que há pelo menos 20 anos que estão previstas as aulas de educação sexual… tempo mais do que suficiente para concluirmos que se vamos estar à espera que o Governo comece a pôr em prática seja o que for, vamos permanecer na mesma situação retrógrada durante tempo indeterminado.
Em relação à adopção, não me interprete mal, eu acho fantástico o que os casais que adoptam uma criança fazem por ela, é realmente de grande valor. O que eu digo é que se trata de um processo tão moroso (mais uma vez, já há anos que ouvimos falar em aumentar a celeridade deste tipo de processo) que muitas vezes acaba por não evitar a exposição destas crianças a um ambiente emocional instável.
By Jonayla on Jan 29, 2007
BOA NOITE,
PASSEI POR AQUI PARA DEIXAR UM SIMPLES TESTEMUNHO… O MEU…
PASSEI POR AQUI PARA DIZER QUE NÃO!!!!
NÃO À HIPOCRISIA!!!
NÃO À PENALIZAÇÃO DAS MULHERES!!!
NÃO A ESTA LEI INJUSTA E DESIGUAL!!!
PASSEI TAMBÉM POR AQUI… PARA VOS CONTAR…
A MINHA HISTÓRIA PASSOU-SE EM 1997, EU TINHA 19 ANINHOS, ERA SOLTEIRA, AINDA ESTUDAVA, NÃO TINHA EMPREGO… E ENGRAVIDEI!!!
TIVE MUITA SORTE!!!
TIVE A OPORTUNIDADE DE ESCOLHER!!!
E É ESSA MESMA OPORTUNIDADE QUE EU QUERO PARA TODAS AS MULHERES DESTE PAÍS!!!!
O MEU PAI, ABENÇOADO, DEU-ME ESSA OPORTUNIDADE! POIS FELIZMENTE TINHA CAPACIDADES MONETÁRIAS PARA PAGAR UMA BOA CLÍNICA!
NÃO ME SENSUREM JÁ… PELO MENOS LEIAM ATÉ AO FIM…
EU TINHA TODAS AS RAZÕES PARA ABORTAR!!
NÃO TINHA ESTABILIDADE FAMILIAR (ERA SOLTEIRA), FINANCEIRA (NÃO TINHA NEM TRABALHO NEM DINHEIRO) E MUITO MENOS PSICOLÓGICA (ERA UMA MENINA CHEIA DE SONHOS)!!!
O MEU SONHO HOJE É QUE TODAS AS MULHERES POSSAM TAMBÉM ELAS ESCOLHER O QUE É MELHOR PARA AS SUAS VIDAS!!!
POIS ESTA LEI PENALIZA AS MAIS POBRES.. JÁ QUE QUEM TEM DINHEIRO “RESOLVE” BEM A SITUAÇÃO!!!!
PASSEI PARA DIZER:
SIM À DESPENALIZAÇÃO DO ABORTO!!!
POIS SE O USO DE DROGAS JÁ NÃO É CRIME… PORQUE É QUE FAZER UM ABORTO É???
O ABORTO EXISTE!!! E NÃO VALE A PENA CONTINUAR A OCULTÁ-LO EM CASAS PARTICULARES OU CLÍNICAS DE LUXO!!!! É PRECISO ACABAR COM ESTAS MÁFIAS E É PRECISO PROTEGER A SAÚDE DAS MULHERES!!!!
PASSEI PARA DIZER QUE SIM!!!
SIM A UMA LEI JUSTA!!!
SIM AO DIREITO DE ESCOLHA!!!
EU ESCOLHI… CHAMA-SE JOÃO E TEM 9 ANOS!!!
FIQUEM BEM,
ANA
By Ana on Jan 30, 2007
Ao ler alguns dos comentários fico contente por perceber que existem pessoas dispostas a lutar contra a clandestinidade, pois a realidade é que o aborto clandestino é um negócio onde circula muitos euros. Assim sendo espero sinceramente que acabe, não só pelo dinheiro envolvido mas pelas vidas das mulheres que lá, pois estas vidas estão em “jogo”
By Laura on Jan 30, 2007
Será que é tão dificil cair na realidade?
Será que pretendemos continuara a abrir o jornal diariamente e lermos que variadas crianças foram vitimas de abusos sexuais, ou então ver o noticiário e ver/ouvir: “Mãe deixou recem nascinado no WC do Café”; “Pais enterraram recemnascido vivo, com 3 dias”; “Criança morreu vitima de abusos sexuais”….
E nestas alturas não se discutem pormenores tão importantes como sendo a vida!!!!!!!
Discute-se se existe vida até às 10 semana, sendo que cientificamente não existe nenhuma conclusão, quando relamente existe vida humana, consciencia e alguem à semelhança de nós mesmos, nada se discute ou diz.
Deixemo-nos de hipocrisias.
Ainda relativamente às probabilidades, como sabemos uma probalidade é calculada sob uma margem de erro.
Alguns medicamentos, comuns até, anulam o efeito da pilula, logo isto torna a pilula um metodo contraceptivo falivel…. A piulula não é considerada de todo 99.9% infalivel!, aconselho a analisar alguns sites que fazem estudo cientificos nesta area tais com: farmacêuticas, empresas de sondagens, entre outros
By Laura on Jan 30, 2007
Algures neste blog Paulo Lopes said:
“Quem precisar de realizar um aborto fora das condições já previstas na actual lei só pode ser uma puta.”
Mas isto precisa d emais algum comentário? É esta concepção das mulheres que está em causa votando não. É a esta a realidade que ganha votando não.
By sarinha on Jan 30, 2007
Ana,
Achei lindo o teu testemunho, és mil vezes melhor Mãe, mais consciente, mais humana, porque ponderaste o João na realidade que te envolveu.
não como uma fantasia de mães e bébés perfeitos (que normalmente é o que leva à doença mental - o delirio)
Parabéns! Isso sim é maternidade real!
A uma familiar minha, aconteceu o contrário, ficou grávida, em trabalho precário, companheiro desempregado, etc…
Para a escolha, não pôde recorrer a uma ajuda médica, pois tinha medo da espada penal. Se não houvesse uma penalização ela tinha 10 semanas para conversar com a médica, conhecer outras oportunidades e apoios e não tina abortado.
Foi esta lei ridicula que a obrigou a escolher calada.
Abortou, hoje é profundamente a favor do sim, até porque pode ser a melhor forma de evitar abortos.
By sana on Jan 30, 2007
Por favor,
Alguém que seja a favor do não, me pode explicar porque não poderá ser despenalizado o aborto e continuarem as formas de prevenção?
Porque será que só serve a condenação como forma de “prevenção”?
By sana on Jan 30, 2007
Votar não, não é votar para ficar tudo como está, votar não é dizer que existe outros caminhos tanto para a mãe como para o filho, li o depoimento de alguém que recorreu a um aborto, pois digo-vos que conheço uma mãe de 16 anos que decideu, exactamente o contrario, decidiu ter a filha, sem grandes meios economicos, abandonada pelo pai da criança que foi pelo caminho mais facil rejeitando-a, esta “antiga adolescente” estudou comigo, e hoje é uma das mulheres mais felizes do mundo!!!! ela decideu não ir pelo caminho mais fácil que era abortar e tudo fica resolvido sem respeito por uma outra vida… Quando falamos em escolha e em liberdade, peço-vos que não pensem só na mãe, porque existe lá mais alguém que tamém tem direito a sua liberdade e a sua escolha…
By Carlos Augusto on Jan 30, 2007
A TODOS OS DEFENSORES DO SIM!!
agora acerca da despenalização que o sim tanto fala, pergunto a esses: e as mulheres que decidirem (ou tenham necessidade ) de abortar depois das 10 semanas, por inumeras razões????? é que se a sociedade é uma sociedade não informada, dai o falhanço dos metódos contraceptivos que noutros textos deste blog tanto defendem, o mais certo, é estas mulheres também errarem na contagem do tempo de gravidez e iram recorrer ao aborto pós 10 semanas!! O que que diferencia estas mulheres, das que recorrem ao aborto antes das dez semanas??? Não estaremos a criar aqui uma lei discriminatória??? a condenação das mulheres não irá continuar, quando estas abortarem após as 10 semanas??? Sejam coerentes!!!!!!
By Carlos Augusto on Jan 30, 2007
Laura said,
“Será que pretendemos continuara a abrir o jornal diariamente e lermos que variadas crianças foram vitimas de abusos sexuais, ou então ver o noticiário e ver/ouvir: “Mãe deixou recem nascinado no WC do Café”; “Pais enterraram recemnascido vivo, com 3 dias”; “Criança morreu vitima de abusos sexuais”….
E nestas alturas não se discutem pormenores tão importantes como sendo a vida!!!!!!!”(Laura said)
é precisamente nestas alturas que a gente discute “pormenores” ,como lhe chama, como sendo a vida, que deduzo para si deve ser claramente algo secundário nesta questão… No entanto é nestas alturas que as pessoas “abrem os olhos” ficando mais atentos a tudo o que se passa em ser redor, protegendo ainda mais as crianças que precisam de protecção e é isso que os defensores do não tentam fazer proteger a Futura criança e evitar que a mãe passe por uma situação traumatica. Muitas crianças que são desejadas e amadas, são vitimas de abusos sexuais, infelizmente, e o aborto não se justica por ai, porque só existe abusos sexuais porque nos descuidamos, nos desleixamos e porque a segurança social que tem a obrigação de verificar se as crianças estão bem ou não falhou!!!!
By Carlos Augusto on Jan 30, 2007
Pessoalmente parece-me que esta panóplia de mensagens que por aqui têm sido colocadas por pessoas que defendem o Não demonstra o medo que estão a ter em relação ao trabalho que está a ser desenvolvido pelas pessoas e movimentos que defendem o SIM.
Só o desespero justifica 22 mensagens numa noite. Malta do sim, há que continuar!!! Estamos a trabalhar bem!!!
By Marta Costa on Jan 30, 2007
Carlos Augusto,
o seu ultimo argumento já foi mais que falado. é igual ao argumento de que se os defensores do não prezam tanto a vida humana então porque se considera o aborto de uma mulher violada? O feto não teve culpa!
Ouvimos tantos argumentos de um lado e do outro e acho que nenhum argumento nos satisfaz, simplesmente porque esta é uma questão muito complexa, que envolve a vida, a sociedade, a liberdade e a morte (de fetos e mães).
O que de facto, ACREDITO PROFUNDAMENTE, é que nenhuma mulher deve ser penalizada - posta em tribunal.
é só isto que está verdadeiramente em causa dia 11.
é só isto que conta verdadeiramente no referendo.
Tudo o resto é argumentos.
porque quem necessita de fazer um aborto, fá-lo com ou sem penalização.
By sana on Jan 31, 2007
Hoje soube que uma mulher grávida do marido, feliz com a gravidez, descobre nas análises que o feto terá malformações hipóteses acima de 80%.
os médicos dizem-lhe que não poderá abortar imediatamente (tem dois meses de gravidez) pois querem verificar a evolução do feto e realizar o aborto aos 5 meses.
o que acham que esta mulher fez?
Andou com o feto co malformações no ventre a sentí-lo mexer e a saber que irá tirá-lo?
Foi a Espanha.
By sana on Jan 31, 2007
Marta Costa saids
se reparar, verificara que existem mais defensores do sim neste blog do que do não, por isso se alguém está com medo certamente não são os defensores do não!!! eu pessoalmente não faço disto uma batalha pessoal, seja qual for o resultado dia 11 de fevereiro,espero que o problema seja resolvido, mesmo contra as minhas convicções, e lamento que pense que debater um asssunto, discuti-lo e ver diversos pontos de vista e opiniões é estar “desesperado”!!!!! Talvez alguem esteja desesperado e não goste de ler alguns argumentos que aqui foram escritos que despertam as mentalidades!!!! Quer defensores do sim , quer defensores do não continuem a colar aqui neste blog as vossas ideias e opiniões, porque quem tiver uma mentalidade aberta, certamente que as irá ler e acima de tudo respeitar, independentemente da sua opinião pessoal!!!
By Carlos Augusto on Jan 31, 2007
Como já foi dito inúmeras vezes, ninguém é a favor do aborto, muito menos como meio de contracepção e só quem não tem o minimo respeito pelas Mulheres o poderá pensar.O que está em causa dia 11 é sem duvida a liberdade de escolha das mulheres e das crianças!! Os lares estão cheios de crianças abandonadas sem o carinho dos pais que os abandonaram e que tão cedo ou nunca virão sequer a ter pais adoptivos, e os que os têm pais , muitos deles são explorados pelos proprios, que os poem a pedir, a arrumar carros.. dia 11 está em causa despenalizar as mulheres que tem todo o direito (tal como as que querem ser mães) de decidir em não o serem.Mas que direito tem os senhores do Não de decidir sobre o que uma mulher pode ou não fazer??? para estes senhores as mulheres não passam de parideiras! tenham ou nao tenham capacidades psicologicas e socio economicas, são obrigadas a parir porque é essa a sua função! meus senhores, criar e educar é muito mais do que isso! Não é só como os senhores querem fazer crer, trazer as crianças a este mundo! isso sim é egoismo puro e uma irresponsabilidade! Ainda bem que ha mulheres que dizem SIM e não como muitas., que têm os filhos e a a seguir colocam nos no lixo! Apoio plenamente todas as associaçoes que apoiam as mulheres que querem ter filhos e não tem condições para o fazer. E as mulheres que não podem ou não se sentem preparadas para serem mães, quem as apoia??? vão para os vãos de escada??? onde fica a liberdade das mulheres????
By susana on Feb 1, 2007
Caro(a) DMaymone:
Com a lei que temos o casal vai a uma clinica ilegal e é realizado um aborto (ou 2 ou 10…) não há planeamento, reflexão sobre estratégias ou apoios para evitar o aborto, não há ficha clinica, nem registo) com a despenalização isto irá acontecer.
Parece-me claro e se eu fosse pelo Não iria decididamente votar pela despenalização, pois acredito que será a melhor forma de controle, dissuasão e apoio para evitar a decisão do aborto.
Pessoalmente, acredito profundamente que a escolha só pertence ao casal ou á mulher se estiver sosinha. Acredito profundamente na liberdade individual.
By sana on Feb 3, 2007
Onde foi parar o meu comentário?
By DMaymone on Feb 4, 2007
Desculpem mas é inacreditável que o meu comentário tenha sido eliminado deste blog…
By DMaymone on Feb 5, 2007
DMaymone,
Houve recentement um ataque de spam (uma mensagem electrónica não solicitada enviada em massa com fins comenrciais) ao blog da REDE pelo que, inadvertidamente, o teu comentário deverá ter sido eliminado conjuntamente com as mensagens de spam. Lamentamos o sucedido e convidamos-te a postares novamente.
Saudações paritárias
a REDE
By REDE on Feb 5, 2007
OK, muito bem, está explicado.
By DMaymone on Feb 5, 2007
OK, muito bem, está explicado.
By DMaymone on Feb 5, 2007
Como já foi referido em diversos pontos deste Blogue, ninguém é a favor do aborto. As pessoas são a favor da despenalização do aborto. E não existe contrasenso nenhum nesta postura uma vez que ela segue as principais recomendações internacionais no âmbito dos Direitos Humanos, as recomendações da ONU. Porque é verdade que a ONU refere que: “os governos devem respeitar o direito humano da Mulher d etomar decisões acerca da sua saúde sexual e reproductiva. A mulher que decide fazer um aborto - como 46 milhões de mulheres o fazem anualmente - precisa de ter acesso a unidades sanitárias e cuidados que permitam que interrompa a sua gravidez de forma segura. Os governos que processam e punem as mulheres por fazerem um aborto estão a processá-las por exercerem os seus direitos básicos (…)”
Este e outros direitos humanos das mulheres estão consagrados na CDeclaração universal dos Direitos Humanos, no Pacto dos Direitos Civis e Políticos, no Pacto dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais, na CEDAW, na convenção sobe os Direitos das Crianças bem como em imensos documentos da ONU de âmbito regional e declarações resultantes de conferências (Pequim, Cairo, por exemplo).
Talvez as pessoas que defendem o NÃO não conheçam estes documentos e façam assim comentários acerca de nazis e esclavagistas. Comentários sobre as cegonhas (muito populares esta semana). Mas pf leiam os documentos de referência internacionais ao nível dos direitos humanos e depois pf escrevam aquilo que vos apetecer. Mas escrevam coisas baseadas em factos, coisas verdadeiras, coisas que demonstrem conhecimento da realidade.
By Marta Costa on Feb 6, 2007
Estes comentários de pessoas partidárias no NÃO parecem que para ser uma pessoa íntegra, que gosta do seu país e tem valores é preciso perfilhar uma série de valores. Mas, pelos vistos, nem toda a gente perfilha desta opinião. O Padre Mário da Lixa é um bom exemplo disso mesmo. Aqui deixo a sua opinião sobre o referendo, que pode ser encontrada em http://padremariodalixa.planetaclix.pt/
“De novo, o referendo ao aborto
Por uma significativa vitória do Sim!
O país vai regressar ao referendo sobre Lei da despenalização do
aborto. Como será a posição da hierarquia da Igreja? Para já, o senhor
cardeal patriarca de Lisboa aconselha que os bispos e os párocos
deixem isso às leigas, aos leigos. O que é um dado novo que se saúda.
Finalmente, alguns bispos começam a reconhecer que a Igreja não se
esgota nos bispos e nos párocos. E que a Igreja é, prioritariamente, o
Povo de Deus, onde os bispos e os párocos também se incluem. Mas a
Igreja não é os bispos e os párocos! O ministério ordenado não é a
Igreja, muito menos um poder sobre o povo de Deus. É um serviço ao
Povo de Deus. E pode existir em múltiplas outras formas, para lá desta
que hoje conhecemos e que, felizmente, está em vias de extinção. Pode
inclusive integrar mulheres em todos os graus de Ordem. E não apenas
pessoas celibatárias, mas também casadas e viúvas.
É novo também que os bispos reconheçam publicamente que, em matéria de
lei de despenalização do aborto, sim ou não, cabe sobretudo às leigas,
aos leigos, mais do que a eles e aos párocos, a decisiva palavra!
Saúde-se este passo em frente! Sinal de que, finalmente, o Concílio
Vaticano II começa a aparecer entre nós! Os jornalistas dos grandes
media estranham esta linguagem, nova para eles. E ficam um pouco aos
papéis. Sem saberem a quem se hão-de dirigir, quando quiserem apurar o
que pensa a Igreja. Porque leigas e leigos são muitos. Assim como são
muitas também as opiniões. Ser Igreja é ser povo de Deus, numa
pluralidade de opiniões e de práticas. Lá se vai então a unanimidade.
Ficará a Unidade na pluralidade de opiniões e de práticas. Lá se vai o
uniforme. Afirma-se cada vez mais o pluriforme. E a comunhão no
Espírito! Alegremo-nos!
Com a questão colocada nestes termos – o que é novo entre nós – é de
crer que, desta vez, o referendo diga maioritariamente sim à Lei de
despenalização do aborto. As mulheres e os homens que sabem o que é
ter filhos de forma responsável – coisa que os bispos e os párocos
celibatários mais ou menos à força nunca souberam com um saber de
experiência feito – não é de crer que aconselhem as pessoas a votar em
massa contra esta Lei. Ninguém, com sensibilidade humana e com
entranhas de humanidade, pode hesitar entre abortar nos hospitais
públicos, dentro dos parâmetros que a Lei prevê, e abortar
clandestinamente, às mãos de habilidosas ou em clínicas privadas sem
escrúpulos. Mas esta é a opção que vai a referendo. Não se trata de
escolher entre abortar e não abortar. Mas entre abortar com segurança
nos hospitais ou abortar por entre os riscos e o ferrete da
clandestinidade. Porque abortar sempre se abortou. Com lei, ou sem
lei. E ninguém melhor que as mulheres e os homens com famílias
concretas ao seu cuidado, para se pronunciarem com equidade sobre esta
questão.
Trago aqui esta temática à reflexão, não só pela sua manifesta
pertinência e actualidade durante as próximas semanas, mesmo durante
os próximos meses, mas sobretudo porque nesta edição n.º 163 Outubro /
Dezembro 2006, do Jornal FRATERNIZAR publicamos o texto integral duma
conferência sobre os direitos reprodutivos e sexuais das mulheres, que
por nada deste mundo podem deixar de ler/divulgar/debater. Foi
proferida no XXVI Congresso de Teologia de Madrid, que o nosso Jornal
acompanhou. Em nome do Colectivo internacional “Católicas pelo Direito
a Decidir”. A questão do aborto é também abordada. Com ciência e fé.
De modo a deixar sem fala os bispos e os párocos que, até agora,
sempre se comportaram como se fossem os únicos com direito a
pronunciar-se sobre esta matéria na Igreja. Cliquem em “Textos
Fraternizar” e deliciem-se!
Deixo-lhes a minha Paz. Num abraço e num beijo.
Mário, presbítero da Igreja do Porto.”
By Patrícia on Feb 6, 2007
No Domingo vou votar,
para que as mulheres e homens que decidam abortar, não o façam simplesmente com uma ida a uma clinica ilegal, paguem e o façam.
Vou votar para que Portugal assuma este problema em vez de o esconder, criminalizar e dizer (ainda por cima) que esta é uma forma de ajuda.
Vou votar,
para que cada casal possa ter apoio médico e 10 semanas para descobrir outras opções…
Vou votar,
porque acredito que não somos uma vergonha, umas amibas que aceitam castigo e acham,
que o castigo é educação.
By sana on Feb 11, 2007
QUANDO UMA MULHER FAZ UM ABORTO É UMA CRIMINOSA,TIROU A VIDA A UM SER HUMANO!
ANTES DE IREM PA CAMA PENSEM NO QUE VÃO FAZER!!!
By EMANUEL on Oct 1, 2008
Hoje em dia com as mais que muitos métodos contraceptivos é difícil acreditar que haja gravidezes não planeadas e até indesejadas. De qualquer forma existem casos excepcionais que não suscitam qualquer dúvida em relação à realização do mesmo, em caso de má formação do feto e num caso duma gravidez originada por um caso de violação. O facto de no passado o aborto ser ilegal, não impedia a realização do mesmo, diversas clínicas clandestinas lucravam com esta actividade e não garantiam, as condições de segurança e higiene às mulheres que a elas recorriam. Com a aprovação da lei que permite a realização do aborto as mulheres beneficiam de apoio psicológico obrigatório antes de poderem realizar o aborto e se decidirem fazê-lo, podem usufruir de um acompanhamento especializado. Na minha perspectiva a sociedade era melhor se não houvesse aborto, mas o aborto é um problema que existe e tapar os olhos a este problema era irresponsável, a possibilidade das mulheres poderem optar por abortar não significa que mais mulheres o farão. O papel da igreja, que é contra o aborto é também muito importante, porque mesmo não conseguindo evitar a aprovação da lei, pode, com o seu discurso a favor da vida, fazer com que as mulheres por decisão própria optem não o fazer.
By Pedro on Mar 19, 2010
Olá, boa tarde.
eu para comecar,pois ja referir que sou contra o aborto.Hoje em dia ha imensas informaçoes para combater uma gravidez,temos contraceptivos…
Na minha opiniao fazer um aborto voluntariamente é tirar uma peça de nos,é tirar uma vida!
Será que quando fazem isso não pensam que é uma vida .Mas há em casos que a mulher tem que tomar opcoes mesmo que nao lhe agrade,como por exemplo em casos de violacoes e ma formação de feto,nestas situações eu concordo com o aborto.
By isabel on May 29, 2010