“… Y no estaba muerta, no, no, que estaba en la cocina” Pilar Albarracín em Lisboa

Pilar Albarracín, Pilar Albarracín,

Pilar Albarracín, “La Reencarnación”, 2006. Instalação de vídeo com som, 1’30’’, 53x37x14 cm Pilar Albarracín, Pilar Albarracín,

As referências ao pitoresco e simultaneamente ao mundo feminino continuam, tanto na instalação principal, “Martimes Enragée”, 2006, em que uma série de panelas de pressão produzem ruídos desagradáveis que ecoam uma versão destorcida da Internacional, como nas facas de cozinha bordadas, da série “Dialogos impossibles” (2006) e na “¿Que se cuece aqui?” (2006), que volta a aludir a objectos de cozinha, neste caso uma enorme panela com pequenos e animados grãos que parecem sofrer pela acção do lume.

O trabalho de Pilar Albarracín poderia facilmente ser remetido para o gender ou para o político, campos tão exaustivamente explorados. Contudo, é pela sua sensibilidade, pela sua delicadeza e inteligência e sobretudo pelo sentido de humor com que aborda semelhantes temáticas, que a sua obra se assume como uma efectiva alternativa ao(s) conceptualismo(s) tão em voga apesar da sua evidente exaustão e a afirma como uma das mais interessantes artistas espanholas do momento.

Para ver em Lisboa na Galeria Filomena Soares até 29 de Julho.

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