Seminário Internacional ” Pelo Fim da MGF”, 8 de Fev, Hotel Sana Reno, em Lisboa

08 / 02 / 2010 – 12:23 am

Terá lugar em Lisboa, no próximo dia 8 de Fevereiro, o Seminário Internacional “Pelo Fim da MGF” com a participação de especialistas, responsáveis sectoriais e activistas nacionais e internacionais: das Nações Unidas, estará Alanna Armitage do UNFPA e Zohra Rasekhl do CEDAW; as Vozes e Rostos das mulheres e crianças serão Ifrah Ahmed Salim (Jovem somali, imigrante na Irlanda e strong voice da Campanha Europeia), Fatumata Djau Baldé (Presidente do Comité Nacional para a Erradicação das Práticas Nefastas à Saúde da Mulher e da Criança na Guiné-Bissau) e Aissatu Djalo (Associação Uallado Folai-Portugal).

O Balanço do primeiro ano do Plano Nacional de Acção contra a Mutilação Genital Feminina estará a cargo do Vice-Presidente da CIG, Manuel Albano, a Campanha Europeia “FIm à MGF” será apresentada por Katja Svensson e o Manual da OMS para Profissionais de Saúde (editado em Português pela APF e IPAD) será apresentado por Lisa Vicente da DGSaúde e Isabel Serra da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa.

Manuel Correia (presidente do IPAD), Isabela Salim (OIM), Carla Martingo (ACIDI), Isabel Baptista (DGIDC), Maria Viegas (IEFP/MTSS), Catarina Moreira (UMAR) e Alice Frade (APF) têm a seu cargo e enquanto entidades do Grupo de Trabalho para a Eliminação da MGF, as moderações e comentários.

A Mutilação Genital Feminina é uma violação dos Direitos Humanos, em que parte ou a totalidade dos órgãos genitais das meninas, entre 0 e 14/ 15 anos, são cortados e/ou removidos por razões não médicas. Nenhum texto religioso faz referência à obrigatoriedade da prática da MGF. Algumas das consequências incluindo a morte, incluem riscos acrescidos de infertilidade, VIH e outras IST, problemas urinários e menstruais, complicações durante o parto, entre outras.

MGF é uma forma de violência e discriminação contra as mulheres de todas as idades e é reconhecida internacionalmente como uma violação dos Direitos Humanos. Portugal tem o mais recente Programa de Acção da UE e Lisboa foi uma das 5 cidades escolhidas para apresentação da Estratégia Europeia que inclui propostas específicas em matéria de: Recolha de Dados, Saúde; Violência sobre a Mulher e Criança; Asilo e Cooperação para o Desenvolvimento.

“Fortalecer o trabalho para a Eliminação desta prática, é portanto um imperativo à escala global que é essencial para a concretização de muitos dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio”, Declaração Conjunta das NU -Eliminação da MGF, 2008

“A MGF, também conhecida por Corte dos Genitais Femininos (CGF), é uma das práticas tradicionais que mais afecta os direitos e a saúde, incluindo a sexual e reprodutiva, das meninas, raparigas e mulheres , atentando contra os seus direitos fundamentais e impedindo uma verdadeira igualdade de oportunidades e plena cidadania. O seu desencorajamento e abandono exigem a promoção da necessária coerência na acção entre Governos, sectores técnicos e sociedade civil dos países onde a MGF/C existe, incluindo os respectivos homólogos na Europa.” , Programa de Acção para a Eliminação da MGF, Portugal, 2009

São 140 Milhões de Mulheres com MGF no Mundo; anualmente estão em risco cerca de 3 Milhões e 8.000 diariamente.

O Parlamento Europeu calcula que na Europa vivem cerca de 500.000 mulheres com MGF e que 180.000 estão anualmente em risco em vários países europeus.

Neste Seminário estarão presentes com intervenções especificas, o Ministro dos Assuntos Parlamentares, o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, o representante do Secretário de Estado da Cooperação e Negócios Estrangeiros, a Secretária de Estado da Igualdade e o Presidente da 1ª Comissão Parlamentar -Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. A entrada é livre mas sujeita a inscrição. Descarrega o Programa aqui.

Recordamos que, há cerca de um ano, as/os eurodeputados/as da Comissão dos Direitos da Mulher e da Igualdade de Género do Parlamento Europeu defenderam a introdução de medidas contra a mutilação genital feminina no quadro da legislação sobre imigração para acabar com esta prática, generalizada em muitas famílias de pessoas imigrantes e refugiadas.

Os membros da Comissão também defenderam que a mutilação genital feminina passasse a ser uma razão legítima para pedir o estatuto de refugiada na Europa, e defenderam que as directivas comunitárias sobre imigração incluam « sanções apropriadas» para os responsáveis e que sejam introduzidas cláusulas sobre este tipo de mutilação nos acordos de cooperação com países terceiros. Mais informações aqui e aqui.

Na Turquia: “Quando chegam aos 14 ou 15 anos, a família decide com quem as jovens vão casar, recebendo dinheiro em troca do casamento. Muitas vezes as mulheres optam pelo suicídio ou decidem fugir, mas se forem apanhadas o castigo é a morte”, explica Emine Vaz, coordenadora da associação feminista Van Kadin Dernegi

07 / 02 / 2010 – 11:34 pm

O “crime” de Medine Memi foi apenas um: ter amigos do sexo masculino. Depois de a jovem de 16 anos ter sido dada como desaparecida durante 40 dias, o seu corpo foi encontrado enterrado por baixo de um galinheiro no quintal da sua casa. Medine foi enterrada viva pela família, como castigo pela infelicidade que, diz o pai, trouxe a toda a família, por ter amigos rapazes.

Segundo o Instituto de Medicina Legal de Malatya, a jovem foi encontrada em posição fetal, sem ferimentos nem qualquer tipo de droga no sangue, mas com os pulmões e o estômago cheios de terra. Uma denúncia anónima ajudou a localizar o corpo e, embora a polícia tenha feito a descoberta em Dezembro, apenas agora a notícia foi divulgada, no jornal turco “Hurriyet”.

O pai e o avô da vítima estão detidos preventivamente, à espera de julgamento. Ambos são acusados de homicídio. A mãe da jovem também foi detida, mas acabou por ser libertada por falta de indícios que a ligassem ao homicídio.

Os chamados “crimes de honra” continuam a causar cerca de 300 mortes por ano na Turquia, apesar dos esforços do governo turco e de inúmeras associações de defesa dos direitos humanos. Em 2004, pressionado pela União Europeia, o governo acabou por alterar o código penal do país retirando o artigo que reconhecia atenuantes nos crimes de honra.

No entanto, as Nações Unidas continuam a colocar a Turquia em 101.o lugar, num ranking de 109 países, no que respeita ao respeito pelo papel da mulher na sociedade. “Quando chegam aos 14 ou 15 anos, a família decide com quem as jovens vão casar, recebendo dinheiro em troca do casamento. Muitas vezes as mulheres optam pelo suicídio ou decidem fugir, mas se forem apanhadas o castigo é a morte”, explica Emine Vaz, coordenadora da associação feminista Van Kadin Dernegi.

Segundo um estudo da Universidade de Diyarbakir, na Turquia, metade dos homens condenados por crimes de honra não se arrependem - uma atitude partilhada pela família.

Retirado daqui.

A Igualdade entre Homens e Mulheres – 2010 segundo a COM

06 / 02 / 2010 – 11:10 pm

Relatório da Comissão ao Conselho, ao Parlamento Europeu, ao Comité Económico e Social Europeu e ao Comité das Regiões: Igualdade entre Homens e Mulheres – 2010, para ler aqui.

“Lei da Igualdade será apresentada no início de 2011″

01 / 02 / 2010 – 9:25 am

Para quando a lei para a Igualdade?

Avançaremos no início do próximo ano, no seguimento da directiva que está a ser discutida na Comissão Europeia. Será uma lei horizontal.

O que vai acontecer à CIG? Desaparece? Vai para o Ministério do Trabalho?

A igualdade de género prende-se com a efectividade do desenvolvimento. Ao criarmos uma secretaria de Estado, queremos modernizar o país e, ao mesmo tempo, estamos preocupados com um desenvolvimento em que as questões da igualdade se coloquem de forma transversal e central. Não se trata de uma questão politicamente correcta, não se trata da bondade do Governo para com as mulheres. Brevemente, será anunciada a nova presidente. Já temos, pela primeira vez, um vice-presidente, o Manuel Albano. Quisemos dar o sinal de que este combate não é uma questão apenas de mulheres. Os homens devem também lutar e reivindicar o exercício de direitos. A CIG não vai para o Ministério do Trabalho. Isso não faz sentido. É uma área absolutamente transversal.

Para continuar a ler aqui.

“Estamos a estudar medidas de protecção social para a prostituição”

01 / 02 / 2010 – 9:16 am

No próximo ano, espera-se que já haja dados oficiais sobre violência doméstica. Isto quando o Governo está apostado em promover a igualdade salarial e adoptar estratégias de conciliação entre a vida familiar e profissional

O que está previsto fazer-se na área da prostituição?

A prostituição foi um tema já muito falado na legislatura anterior.

Mas nada foi feito.

É um tema muito difícil. Houve a discussão sobre os dois modelos europeus: criminalização do cliente ou profissionalização da prostituição. Não concordo nada com a profissionalização da prostituição. Profissionalizar uma actividade destas é colocá-la num gueto sem saída. Por esse caminho seguramente não iremos. Estamos a estudar a forma de criar medidas de protecção social para a prostituição.

Para continuar a ler aqui.

Concurso de histórias: o exílio

31 / 01 / 2010 – 8:30 pm

No âmbito do projecto “O verbo no femino” financiado pela Fundação Anna Lindh, o Fórum das Mulheres do Mediterrâneo organiza um concurso internacional de pequenas histórias alusivo ao tema “exílio”. Os textos deverão ser enviados até 31 de Maio de 2010. Consulta o regulamento do concurso aqui.

Cuidar a Democracia, Cuidar o Futuro: Democracia, Direitos Cívicos e Sociais, 18Jan em Lx

15 / 01 / 2010 – 12:36 am

Para assinalar o 80º aniversário do nascimento de Maria de Lourdes Pintasilgo, a Fundação Cuidar o Futuro organiza em Janeiro/Fevereiro de 2010, o ciclo de debates Cuidar a Democracia, Cuidar o Futuro. As sessões decorrerão no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian e no Centro Nacional de Cultura.

Deseja-se que os vários debates propiciem uma clarificação do conceito de democracia, sendo ao mesmo tempo prospectivos da mudança de paradigma em curso.

O primeiro destes debates acontece no dia 18 de Janeiro, na Fundação Calouste Gulbenkian, Auditório 3, alusivo à temática “Democracia, Direitos Cívicos e Sociais“. Aqui deixamos o programa:

17h00 - Sessão de Abertura

Fátima Grácio
Fundação Cuidar O Futuro

Emílio Rui Vilar
Fundação Calouste Gulbenkian

Maria José Nogueira Pinto
Fundação Cuidar O Futuro

Guilherme de Oliveira Martins
Centro Nacional de Cultura

Alberto Martins
Ministro da Justiça

18h00 - Democracia, Direitos Cívicos e Sociais

Coordenador: José Manuel Pureza

Fernando Nobre
Assistência Médica Internacional

Pedro Magalhães
Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa

Sofia Fernandes
Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres

A entrada é livre. Mais informações aqui.

Um dia pelo casamento | ILGA lança o desafio: tira um dia da tua semana e vem fazer história, 8Jan10

07 / 01 / 2010 – 2:47 pm

Embora haja mais passos importantes para dar, a igualdade no acesso ao casamento tem sido uma das mais empenhadas lutas da Associação ILGA Portugal. Na próxima sexta-feira, Portugal fará história ao aprovar no seu Parlamento o casamento para todas as pessoas - e ao rejeitar tentativas de o atrasar ou impedir.

O desafio que te lançamos é simples: mete um dia de férias, falta às aulas, diz ao ou à chefe que vais fazer história, mas aparece na sexta no Parlamento e vem ver, connosco, como decorre a discussão. Veste uma camisola de uma das cores da bandeira arco-írís e prepara-te para celebrares (apenas depois do plenário, já que durante o mesmo o silêncio é obrigatório) o dia C dos nossos direitos.

Onde: Assembleia da República
Quando: Sexta, 8 de Janeiro, a partir das 8h30 (Atenção o plenário terá início às 10h mas convém chegar cedo; se por acaso só puderes aparecer bem mais tarde, envia-nos o teu TLM para quero@ilga-portugal.pt e quando for a votação daremos notícias!)
Porquê? - porque a uma discussão histórica destas só se assiste uma vez na vida!
Como: com camisola colorida (qualquer cor da bandeira LGBT)
Com quem? - com toda a gente!
Com o quê? - boa disposição e um documento de identificação válido para poderes assistir ao plenário

Vão ser votados 3 diplomas que consagram a igualdade no casamento: o do PS; e os do BE e d’Os Verdes (ambos incluem a possibilidade de adopção). Vai também ser discutida e votada uma proposta de “união civil”, celebrizado pelos Gatos Fedorento como “vreinhec”, e um referendo proposto pela Plataforma Cidadania e Casamento Só Para Alguns.

Mais informações aqui: http://www.ilga-portugal.pt/noticias/20100105.htm

23 / 12 / 2009 – 8:12 pm

“Express Yourself” - o fim do SVE

21 / 12 / 2009 – 8:18 pm

No passado dia 14 de Outubro acabou, oficialmente, o Serviço de Voluntariado Europeu “Express Yourself”, programa Juventude em Acção da U.E., realizado na Argentina, promovido pela REDE em colaboração com o Instituto Social y Político de la Mujer. As duas voluntarias, Joana e Elena, que estiveram em Buenos Aires de Julho 2008 a Julho 2009, falam-nos das suas experiências:

“Para mim foi um ano incrível. Aprendi muito desde vários pontos de vista: pessoal, cultural e a nível de trabalho. Esta experiência superou as minhas expectativas, e graças a ajuda e suporte da organização de envio (REDE) como da organização de acolhimento (ISPM – Instituto Social y Político de la Mujer) senti-me sempre seguida e acompanhada. O contacto com a comunidade local foi constante e acho que as actividades nas quais participámos tiveram um impacto sobre a mesma. Recomendo este programa multicultural a tod@s @s jovens….muito obrigada à REDE, ao ISPM, à Joana e à União Europeia!” – Elena Marcigot (Itália)

“Este ano que passei em Buenos Aires, Argentina, foi uma experiência de integração e intervenção noutra realidade, do outro lado do Atlântico, que me mudou a vida! Foi uma aventura que me ensinou muitíssimas coisas em aspectos pessoais, profissionais e interculturais. Estou muito agradecida a tod@s @s pessoas que fizeram parte desta aprendizagem, especialmente à Elena, @s companheir@s do Instituto Social y Político de la Mujer, da Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade entre Mulheres e Homens e ao programa da União Europeia, Serviço de Voluntariado Europeu, que me proporcionaram a oportunidade de conhecer, intervir e evoluir.” – Joana Ruival (Portugal)

Na sequência do que divulgámos aqui, deixamos um vídeo do que aconteceu para quem não pode estar presente: Iniciativa na Fábrica Braço de Prata: Lisboa/Argentina em directo.