Plural + _ festival de vídeo para jovens sobre migração e diversidade

26 / 06 / 2009 – 1:12 pm

A Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC), em colaboração com a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e outros parceiros internacionais, lança um festival vídeo para os/as jovens sobre as temáticas das migrações e da diversidade (PLURAL+).

Num mundo cada vez mais caracterizado por intolerância e divisões culturais e religiosas, os/as jovens são agentes fundamentais para a mudança social. A iniciativa Plural + visa envolver os/as jovens nas questões chave das suas comunidades como a integração dos/as imigrantes, a identidade, a diversidade, os direitos humanos bem como a coesão social. Os contributos concretos dos/as jovens – sejam eles/elas migrantes, imigrantes de segunda geração ou não-migrantes – podem ser dados para identificar as dificuldades encontradas, assim como para promover um clima de respeito e reconhecimento recíproco, contribuindo assim para a definição das bases de um mundo mais equilibrado e justo.

PLURAL+ convida os/as jovens a enviar vídeos breves que capturem os seus pensamentos, experiências, opiniões e sugestões sobre estas temáticas para a promoção de sociedades mais harmoniosas ou multiculturais.

Os contributos deverão ser recebidos entre o 1º de Junho até 30 de Setembro de 2009.

Um júri internacional de prestígio irá premiar os/as vencedores/as durante uma cerimónia a decorrer no Paley Center for Media em Nova Iorque, a 18 de Dezembro, dia internacional do/a migrante.

Pode encontrar todas as informações relevantes neste sítio da internet: http://www.unaoc.org/content/view/346/257/lang,en/

Também pode contactar a Dra Anna Lillicrap (OIM NY - alillicrap@iom.int) para mais informações ou Frederica Rodrigues (OIM Lisboa – frodrigues@iom.int).

«Portugal acima da média da UE em mulheres eleitas»

14 / 06 / 2009 – 4:33 pm

Nas primeiras eleições de âmbito nacional em que foi aplicada a nova lei da paridade, a representatividade das mulheres na lista de eleitos aumentou 11%. As eurodeputadas ocupam agora 36% do número de assentos nacionais no Parlamento Europeu. Portugal sai da metade inferior da tabela dos Estados membros no que se refere à paridade entre os géneros.

Resto da notícia aqui.

Dinamarca adopta igualdade de homens e mulheres para a sucessão ao trono

09 / 06 / 2009 – 5:12 pm

COPENHAGUE, Dinamarca (AFP) — A Dinamarca adotou neste domingo em referendo por ampla maioria uma lei que instaura a igualdade entre homens e mulheres para a sucessão ao trono, segundo resultados oficiais.

A emenda da Constituição foi adotada por 85,4% dos votos favoráveis e 14,6% contra.

Em virtude desta lei, o primeiro nascido da família real, seja menina ou menino, será o primeiro na ordem de sucessão, um privilégio que até agora era reservado aos homens.

Até agora, a Constituição estipulava que o trono, na morte do rei, correspondia a seu filho ou a sua filha, mas que um filho menor tinha prioridade frente a uma filha mais velha.

“É um sinal forte que mostra que queremos ser uma sociedade na qual os homens e as mulheres têm as mesmas oportunidades, tanto para as pessoas comuns como para os príncipes e princesas”, declarou o primeiro-ministro Lars Loekke Rasmussen neste domingo.

Este referendo foi organizado ao mesmo tempo em que as eleições para o Parlamento europeu, o que ajudou a aumentar o índice de participação para 58,7%, contra 47,9% em 2004.

Com esta emenda, o reino da Dinamarca se une às casas reais da Suécia, Noruega, Holanda e Bélgica, que já adotaram a igualdade entre os sexos.. Retirado daqui.

Activismo & Participação Cívica dos/as Jovens

08 / 06 / 2009 – 1:19 pm


No passado dia 1 de Junho de 2009, a REDE esteve presente na sessão de encerramento do Projecto Activismo & Participação Cívica dos/as Jovens, levado a cabo por elementos de uma turma da Escola Secundária Ermesinde, dos quais fazem parte as mais recentes mentoradas do projecto de Mulher para Mulher 2ª Edição - Porto, Márcia Bartolo, Marisa Macedo e Mariana Moutinho.

Esta é uma iniciativa de extrema importância para promover o envolvimento e participação cívica dos/as jovens.
Em baixo encontra-se uma breve descrição do projecto por Marisa Macedo, bem como testemunhos.

Activismo & Participação Cívica dos Jovens compreendeu mais do que um projecto anual, enquadrado numa área curricular dirigida ao último ano do Ensino Secundário. Entendamos, antes de mais, que o activismo é tido como a atitude moral e política centrada na preponderância das acções e na necessidade das realizações sobre os princípios teóricos (fundamentos e ideologias), tornando-se imperativo transportar o conceito para os/as Jovens, o motor de toda a sociedade.

Considerando de extrema importância a vinculação de valores como a igualdade, o respeito, a democracia, a tolerância, o associativismo, a liberdade, o activismo e civismo, o grupo direccionou toda a sua acção em torno dos seus interesses, perspectivas futuras e, acima de tudo, dos grandes propósitos orientadores do projecto: Criação de um Núcleo Local da Amnistia Internacional na cidade de Ermesinde e, paralelamente, a Participação no Programa Parlamento dos Jovens, impulsionado pela Assembleia da República.

É, efectivamente, neste contexto, que se compreende a dimensão que toda a actividade anual possuiu; desde acções de sensibilização (exposições, bancas informativas, palestras de divulgação e esclarecimento, workshops) tanto na comunidade escolar, como local e mesmo para lá desta, até acções concretas (nomeadamente elaboração de um mural, largada de balões, material de divulgação), a vertente Amnistia Internacional, enquadrada Projecto Direitos Humanos/AI da Escola Secundária de Ermesinde (no qual o grupo já intervém activamente há cerca de dois anos), direccionou-se sobretudo para os/as Jovens, tendo em consideração a sua realidade, a necessidade manifestada em torná-los civicamente activos, atentos e detentores de mudança.


O projecto Parlamento dos Jovens compreende, entre outras finalidades, a promoção da educação para a cidadania e do interesse dos/as jovens pelo debate de temas de actualidade, e ainda a familiarização destes com todo o sistema político e suas várias etapas. Com efeito, o programa alicerça-se na apresentação de um tema anual (distinto para o Ensino Básico e Secundário), cuja abordagem passa, este ano, pela “Participação Cívica dos/as Jovens” através da elaboração de um Projecto de Recomendação, no qual são propostas medidas em torno dessa questão; constituindo o projecto está, de facto, a realização de três etapas, designadamente Sessão Escolar, Distrital/Regional e Nacional.


Primeiramente, respeitando as directrizes presentes no Regulamento do Parlamento dos/as Jovens Secundário, realizaram-se o processo de Campanha (apresentação da Lista A e de uma síntese dos seus propósitos), de Eleição e, finalmente, no dia 21 de Janeiro, a Sessão Escolar, na qual fora apresentado à comunidade o Projecto de Recomendação e eleitos os deputados representativos da Lista vencedora (dois efectivos e um suplente, elegendo-se os alunos Pedro Pereira e Mariana Moutinho, e Márcia Bartolo). A riqueza da sessão assentou, de facto, no debate que fora proporcionado em torno de uma problemática tão presente, levantando-se questões, nomeadamente, “Como estimular os/as jovens para a participação activa na vida pública e nos processos democráticos?”; “Qual o papel da escola na promoção da participação dos/as jovens nas estruturas e nas actividades da sociedade civil e na tomada de decisão pública e política?”, das quais se retiraram conclusões pertinentes, destacando-se a necessária aposta numa alusão mais prática junto dos/as jovens, atendendo à aplicação de metodologias de acordo com as demais realidades. Tendo sido então aprovado o Projecto de Recomendação, interessa apresentar as medidas propostas pelo grupo (que protagonizaria a participação da Escola Secundária de Ermesinde e mesmo da cidade), sintetizando-as na criação de uma Plataforma Nacional, desenvolvida pelo Ministério da Educação, na qual estariam presentes todos os dados e necessidades de ONG’s, organizações de apoio social e outras; e na aplicação de uma vertente mais prática na disciplina de Formação Cívica desenvolvendo os alunos e as alunas, anualmente, um projecto específico relacionado com esta realidade.

Concluída a primeira fase, realizou-se no dia 17 de Março, no Auditório da Biblioteca Municipal de Gondomar, a designada Sessão Distrital (com a participação de dezassete escolas do distrito do Porto, entre as quais a ESE, através da presença dos alunos Pedro, Mariana e Márcia e ainda da Professora Júlia Correia), tendo como finalidade proporcionar a vivência de uma Sessão parlamentar com uma metodologia de debate semelhante à da posterior, Sessão Nacional, destinando-se efectivamente, à aprovação do Projecto de Recomendação do Círculo Eleitoral e dos/as deputados/as a defendê-lo em Plenário Nacional (8 efectivos). Contando, primeiramente, com a presença de entidades colaboradoras e responsáveis pelo evento – representande da DREN, do IPJ, da CM de Gondomar (major Valentim Loureiro), uma Deputada da AR – a sessão passou por um momento de esclarecimentos e posteriormente, de apresentação e defesa das medidas apresentadas por cada Escola e ainda de debate em torno destas. Sucedeu-se a submissão dos Projectos de Recomendação a uma votação para apurar qual o/a eleito/a pelos/as deputados/as para servir de base, resultando na eleição do projecto da Escola Secundária de Ermesinde (com 21 votos), ao qual foram introduzidas algumas alterações, resultando no Projecto de Recomendação do Círculo do Porto. Procedeu-se, então, à eleição dos/as deputados/as à Sessão Nacional do Parlamento dos Jovens. Apurados os deputados, restava eleger o Porta-Voz do Círculo, responsável, entre outras funções, pela coordenação da actuação do grupo, saindo mais uma vez a Escola Secundária de Ermesinde “vitoriosa”, com a eleição do deputado Pedro Pereira.

Chega, finalmente, o dia 25 e 26 de Maio, Sessão Nacional do Parlamento dos Jovens Secundário, na qual participaram 64 escolas em nome dos seus distritos; a Escola Secundária de Ermesinde fora, então, representada no distrito do Porto no âmbito nacional, pelos/as deputados/as Pedro Pereira, Mariana Moutinho, a jornalista Marisa Macedo e a professora Júlia Correia.

O primeiro dia, Segunda-Feira, integrou o debate dos projectos de Recomendação apresentados por cada distrito, debate esse organizado em comissões presidida pelos deputados Jacinto Serrão (PS) e José Luís Ferreira (PEV). O processo de eleição do projecto de recomendação a servir de base atribuiu com 18 votos, a vitória ao Projecto do Círculo do Porto, que, após a discussão na generalidade integrou três das suas medidas na recomendação a expor em Sessão Plenária; importa ainda destacar a eleição da questão proposta pelo “nosso” círculo, a dirigir ao Deputado em representação do Grupo Parlamentar PSD, Fernando Antunes.

Já no dia 26, o programa contou com uma solene abertura da Sessão Plenária, pelo Vice-Presidente da Assembleia da República, Dr. Manuel Alegre, acompanhado pelo Secretário de Estado da Juventude e do Desporto e com a apresentação da Mesa (presidente, vice-presidente, 1ª e 2ª secretárias), seguindo-se, então, o período de perguntas dirigidas aos deputados e deputadas representativos dos grupos parlamentares: Manuela de Melo (PS), Fernando Antunes (PSD), Miguel Tiago (PCP), Teresa Caeiro (CDS-PP), Ana Drago (BE) e Heloísa Apolónia (PEV). Cessado esse momento, prosseguiu-se a ordem dos trabalhos com o debate da Recomendação à Assembleia da República sobre o tema; os/as deputados/as, ou melhor, cada círculo eleitoral propôs à mesa a eliminação de medidas (eleitas nas comissões do dia anterior) de modo a que restassem apenas 10 das 17 que foram expostas, reunindo um mínimo de dez assinaturas; estas foram, posteriormente submetidas a debate e, finalmente, a votação relativa à proposta de eliminação.

Formulara-se assim, a Recomendação Aprovada que será apresentada à Assembleia da República, como um conjunto de possíveis soluções que colmate a percentagem de mais de 80% de jovens sem qualquer presença cívica. Note-se que na Recomendação final, a medida apresentada já desde o início do desenvolvimento do projecto pelo grupo [criação de uma Plataforma Nacional (…)], radicada ainda em Ermesinde, passou da Escola para o Círculo do Porto e deste para a Sessão Nacional, ficando, sem qualquer alteração e/ou reestruturação, como a medida 1. da Recomendação Aprovada entre os demais Círculos Participantes.

Restringindo, agora, à grande Sessão de Encerramento do Projecto desenvolvida pelo grupo, esta nada mais foi senão uma sucinta apresentação de todas as actividades dinamizadas, os propósitos e contributos que a todas elas se associaram; resultou, acima de tudo, num tributo, se é que lhe podemos chamar, a todas as entidades assumidas como fulcrais no caminho percorrido ao longo do projecto, as quais prestaram o seu gracioso testemunho relativo a este. “Fora evidentemente longo, mas simultaneamente curto” – esta é, sem dúvida, a grande mensagem que o grupo deixa. Marcou, vincou perspectivas futuras, mas, acima de tudo, envolveu os jovens, integrou-os no espírito activista e incutiu-lhes a imperatividade da vida humana, aliada à participação cívica, seja ela em qualquer dos domínios da sua vida.

TESTEMUNHOS

Perspectivava-se o desenvolvimento de capacidades pertinentes num futuro próximo, cumprir as metas traçadas, promover a cooperação entre todos, e acima de tudo um reflexo significativo da disciplina para a minha formação. Quanto ao projecto, importa unicamente destacar o desenvolvimento de atitudes de responsabilização pessoal e social, de competências indispensáveis à plena formação do indivíduo; houve investigação, cooperação, reflexão, concretização, mas sobretudo, activismo, encarado como o “espelho” dos verdadeiros propósitos do projecto. Debruçando-me sobre a minha acção prática no desenrolar de todo o projecto, destaco simplesmente o contacto com outros jovens, de diferentes realidades, a passagem de um testemunho de activismo em torno da AI – Amnistia Internacional, e, por outro lado, o despertar de interesses, de possíveis metas futuras que acompanharam a relativa participação (como jornalista) no Projecto Parlamento dos Jovens.

Marisa Macedo

Mesmo tendo o ano lectivo chegado ao fim, não significa que o projecto termine. Seja com Direitos Humanos numa forma geral, através do fomento na participação cívica dos/as jovens ou através de projectos como o dMpM2, posso dizer que todas as capacidades desenvolvidas/adquiridas com o “Activismo e Participação Cívica dos/as Jovens” serão postas à prova constantemente e que o “bichinho” do activismo nunca morrerá!

Márcia Bartolo

Para lá de um projecto, tudo se demonstrou como fundamental para a minha formação intelectual e pessoal. De facto, as inúmeras competências desenvolvidas, os obstáculos com que nos fomos deparando e as várias soluções encontradas permitiram-me, não só, adquirir a consciência do exigido por um trabalho de grupo, mas, também, desenvolver competências humanas de participação cívica. O contacto com novas realidades e problemáticas proporcionou o meu enriquecimento e maturação pessoal, bem como da minha perspectiva em relação ao meu papel social enquanto jovem.

Mariana Moutinho

Ciclo Internacional de Conferências

06 / 06 / 2009 – 10:03 am

A Fundação Cuidar O Futuro, a Universidade de Évora, em parceria com o Centro Nacional de Cultura, Fundação Gulbenkian e a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, irão realizar um Ciclo Internacional de Conferências nos dias 25, 26 e 27 de Junho e 10 de Julho, em Lisboa e Évora,

A DIMENSÃO DO CUIDAR NA RE-SIGNIFICAÇÃO DO ESPAÇO PÚBLICO
Com Maria de Lourdes Pintasilgo em fundo

Folheto disponível em:
http://www.fcuidarofuturo.com/documents/folheto.pdf

Ficha de inscrição disponível em:
http://www.fcuidarofuturo.com/documents/fichadimensaodocuidar.doc

Newsletter “Young Migrant Women in Europe” - 2ª edição

04 / 06 / 2009 – 9:55 am

Tal como anunciado anteriormente aqui, damo-vos a conhecer a segunda Newsletter intitulada “Young Migrant Women in Europe”.

Esta newsletter resulta dos esforços conjuntos de várias organizações Europeias parceiras neste Projecto, que reuniram um grupo de trabalho que se comprometeu a editar 3 newsletters sobre temáticas centrais das vidas de jovens mulheres migrantes na Europa. Estes temas vão desde a dificuldade em aceder a um trabalho e a exploração laboral de que são vítimas frequentemente, ao Tráfico de jovens mulheres. Na REDE estamos conscientes das dificuldades que enfrentam estas jovens, que, por diversos motivos se “aventuram”, muitas vezes sozinhas, num meio étnico-linguísico-cultural que não é o seu, e onde ser jovem mulher e ter uma pertença de origem diferente é potenciador de mais discriminação (discriminação que acresce ao facto de serem mulheres e jovens).

newsletter yomiwoe nº 2 p1  newsletter yomiwoe nº 2 p1

TED talk: Eve Ensler, activista e autora de “Os Monólogos da Vagina”

30 / 05 / 2009 – 11:46 pm

Eve Ensler é principalmente conhecida como a autora de Os Monólogos da Vagina, actualmente em cena em Lisboa. Mas Eve é igualmente uma notável activista pelos direitos das mulheres, nomeadamente na área do combate à violência contra as mulheres. Nesta Ted Talk, Eve Ensler descreve a forma como a escrita de Os Monólogos da Vagina a levou a abraçar esta causa.

Entrevista com Elfriede Harth (Catholics for Choice)

30 / 05 / 2009 – 5:25 pm

Uma entrevista com Elfriede Harth, representante para a Europa da Catholics for Choice: “Os bispos só protestam por assuntos da zona pélvica

As Filhas da Mãe - Fantasias Eróticas das Mulheres Portuguesas 31Mai09

30 / 05 / 2009 – 1:36 pm

As Filhas da Mãe - Fantasias Eróticas das Muheres Portuguesas

O livro de Isabel Freire, um estudo sobre o comportamento e as fantasias sexuais das mulheres portuguesas, foi o ponto de partida para esta peça de Célia Ramos. Em palco são encenados testemunhos reais em forma de monólogo, reflexões de “mães” e “filhas” que ajudam a compreender a sexualidade feminina e a sua “evolução” nos últimos anos. As personagens são mulheres com idades compreendidas entre os 16 e os 60 anos, com experiências absolutamente diversas. Aqui há lugar para se falar de tudo: dos múltiplos desejos, de experiências mais ou menos marginais e até de sexo cibernético.

Dia 31 de Maio na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, às 21h30. Mais informações aqui.

ENJ – Nós fomos!

28 / 05 / 2009 – 12:46 pm

O 11º Encontro Nacional de Juventude realizou-se em Braga, nas instalações da Universidade do Minho, nos dias 22, 23 e 24 de Maio.

Contou com a participação de 300 jovens, provenientes de todas as zonas do país, alguns e algumas d@s quais membros das mais variadas associações juvenis… e nós, REDE,estivemos lá!

O lema que conduziu este ENJ, “Acção para a transformação: o futuro está nas tuas mãos”, inspirou os 9 grupos de trabalho constituídos pel@s participantes e pel@s facilitador@s, a reflectir e a discutir diversos temas, contextualizando-@s no plano nacional e europeu.

Durante o fim-de-semana, @s jovens participaram activamente e contribuíram para a definição das políticas de juventude, sob a orientação de um excelente grupo de facilitador@s.

Durante este ENJ, realizaram-se ainda conferências e debates que permitiram a discussão aberta de temas pertinentes e actuais, como por exemplo, a questão da Lei da Paridade.

A REDE esteve activa em várias frentes: nos grupos de trabalho contou com duas facilitadoras, a Dídia Duarte, no grupo de trabalho “Educação Formal” e a Danielle Capella no grupo de trabalho “Combate à discriminação, diversidade, inclusão e igualdade de género”; como participantes, a Marta Costa integrou o grupo “Associativismo juvenil e participação”, a Ana Barreto e a Catarina Correia o grupo “Combate à discriminação, diversidade, inclusão e igualdade de género” e a Patrícia São João o grupo “Educação Não Formal”.

A REDE integrou ainda a Feira Associativa, onde houve a possibilidade de divulgar o trabalho desenvolvido e contactar com vári@s jovens e outras entidades.

No âmbito da Campanha 50/50, promovida pelo Lobby Europeu das Mulheres e implementado em Portugal pela Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres, da qual a REDE é organização membro e com a qual a REDE está a colaborar, foram recolhidas 204 assinaturas de apoio durante o ENJ.

Venha o próximo! ;)

“O XI ENJ foi, sem dúvida, um rico e desafiador espaço de reflexão e convívio! Na presença de quase 50 jovens no Grupo de Trabalho “Combate à Discriminação, Diversidade, Inclusão e Igualdade de Género”, fui incumbida – juntamente com o João Pereira – de facilitar o debate e conduzir o grupo no processo de elaboração de propostas a nível nacional e europeu. Foi difícil facilitar! A discussão dos temas relacionados à discriminação mobilizou a tod@s, gerando grandes discussões e algumas controvérsias, mas também um grande consenso: É preciso encarar de frente as questões da discriminação… com coragem, respeito ao próximo e HUMANIDADE. Que venha o próximo ENJ!” Danielle Capella

“Em minha opinião, o 11.º ENJ foi um desafio à reflexão e à humanidade de cada um dos trezentos jovens que estiveram presentes no Encontro! Reflectimos, discutimos, debatemos e cada um/a a seu modo desconstruiu alguns dos estereótipos e preconceitos que em si ainda vigoravam como assentes. Por pertencer ao Grupo de Trabalho Combate à Discriminação, Diversidade e Igualdade de Género, as diversas posições na diversidade que encontrámos foi desde logo um ponto a favor e desconstrutor da normalidade das nossas vidas: homens e mulheres, jovens e adultos, feministas e não feministas, jovens de associações de bairro pela inclusão e jovens sem qualquer afinidade a esse tipo de prática social, pessoas de culturas distintas. Diversidade. Pontos de vista que são sempre a vista de um ponto!
Ao final do encontro, todos e todas nós, chegámos ao consenso de que a riqueza da diversidade só será partilhada como valor quando tivermos a humanidade de reconhecermos em cada um e em cada uma de nós o rosto de um ser humano que devemos inteiramente respeitar. Liberdade, Igualdade, Diálogo e Respeito activo foram, portanto, as nossas maiores apostas e o desafio que nos espera se queremos de verdade inaugurar uma socidedade melhor, com jovens melhores consigo próprios/as e com os outros/as.”
Ana Barreto